Pedro
Calado adverte que numa altura em que as aulas já se iniciaram o problema
agravou-se e está a provocar dores de cabeça aos pais que têm de levar os
filhos à escola. Para
o cabeça-de-lista à Câmara Municipal do Funchal, o actual executivo
camarário revela uma "grande falta de visão estratégica" quanto ao ‘timing’ de
realização de obras.

Nós estamos praticamente a 20 dias das eleições e aquilo
que deveria estar a acontecer era a CMF apresentar as obras que fez durante o
mandato e não estar agora a avançar com o início de obras. São várias ruas que
estão a ser intervencionadas ao mesmo tempo, sem qualquer planeamento e sem
qualquer estratégia. A cidade do Funchal apresenta-se toda esburacada com
problemas de congestionamento de tráfego completamente desnecessário.
— Pedro Calado, candidato à presidência da CMF

O
candidato à presidência da autarquia do Funchal pela coligação do PSD/CDS
aponta a ciclovia na forma como foi executada e nos moldes em que foi feita como um dos exemplos da má gestão do actual executivo. Alerta, também, para outro problema:

Daqui a dois anos, vamos ter alguns
projectos imobiliários concluídos na zona da Ajuda. A previsão é que haja
mais 5 a 6 mil pessoas a residirem nesta
zona oeste da cidade. Não foi feita nenhuma preparação em termos de
trânsito para esta zona, o que vai dificultar ainda mais a circulação automóvel
e eu nem quero pensar numa situação de emergência que tenha de passar por
aqui, um carro dos bombeiros ou uma ambulância em horas de ponta nestas ruas.
— Pedro Calado

A
candidatura ‘Funchal Sempre à Frente’ aponta o trânsito como um dos
problemas que carece de resolução urgente no Funchal. Pedro
Calado defende um estudo e levantamento rigoroso da circulação automóvel, de
modo a encontrar uma saída alternativa entre a Estrada Monumental e a Rua João
Paulo II, permitindo maior fluidez.

O
candidato diz não ter sido benéfica a construção da ciclovia nos moldes como
foi feita porque veio estrangular as vias de trânsito. “Nós não somos contra as
ciclovias, mas as obras devem ser planeadas e não feitas à pressa com
objectivos eleitoralistas”, sublinha.