A candidata
à presidência da Câmara Municipal de Machico pelo partido Chega, Magna da
Costa, veio hoje a público denunciar "um crime ambiental que tem passado impune" naquela localidade.
"Em causa estão descargas de resíduos de
construção e entulhos" no sítio da Ribeira Seca, "sem que sejam identificados os poluidores", expõe.
Naquele
local, junto ao Abrigo Municipal de animais, situado por baixo da
infra-estrutura da via rápida, na entrada da Ribeira Seca em Machico, são
descarregados e depositados resíduos de construção e outros, tais como: restos
de betão, tijolos, madeiras, plásticos, pneus em grandes quantidades e demais
detritos, sem que saibamos as suas origens, criando um habitat perfeito para o
desenvolvimento de colónias de ratos, como se verificou no local, além da contaminação
gradual dos solos.
Magna Costa critica, por isso, "a falta de fiscalização" por parte do actual executivo PS.
"O executivo camarário socialista, assim como o responsável pela tutela dos pelouros do
Ambiente, Planeamento e Ordenamento do Território e Urbanismo, com conhecimento
desta grave situação, têm responsabilidade em nada fazem para protegerem a
saúde pública e evitar a destruição ambiental", sustenta, acrescentando que o PS "permitiu o uso e exploração daquele espaço para criação
de estaleiro sem legalidade".
Revela também que o partido
CHEGA em Machico, na passada quinta-feira, tentou oficializar uma queixa junto do Serviço
de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR, para exigir precisamente ao município "fiscalização
para que sejam identificados os proprietários dos terrenos onde estão a ser
despejados os detritos".
A candidata
à Câmara Municipal de Machico, Magna da Costa, acrescenta que “no contacto
estabelecido com a Guarda Nacional Republicana – Departamento de Proteção
Ambiental, foi-nos informado que a situação denunciada já era conhecida daquela
instituição e que no momento não era possível deslocar uma patrulha ao local, sendo
informada que iriam proceder à verificação posterior da situação denunciada".
Magna da
Costa comprometeu-se ainda a "acompanhar toda situação agora denunciada,
até que sejam encontrados e responsabilizados os infractores deste crime
ambiental”.

