A CDU concretizou este sábado, 7 de Agosto, uma
iniciativa política no concelho do Funchal sobre o que ainda está por fazer depois da
catástrofe do 20 de Fevereiro de 2010.
Edgar Silva, candidato à Câmara Municipal do Funchal, e Herlanda Amado, candidata à Assembleia Municipal do Funchal, estiveram nas zonas altas do concelho do Funchal em contacto com populações de localidades atingidas pela destruição provocada
pelo aluvião de 20 de Fevereiro de 2010.
Depois do encontro com as
populações das Escadinhas da Estrela, do Vasco Gil, das Escadinhas do Pico
do Cardo e do Moinho, a CDU identificou diversas promessas de intervenção que,
tantos anos depois, continuam por realizar, quer pela Câmara Municipal do
Funchal, quer pelo Governo Regional.
As populações reclamam, justamente, do muito que ainda está por fazer
depois da catástrofe do 20 de Fevereiro. E tudo se deve ao fato de terem sido
desviadas verbas da chamada 'Lei de Meios', que se destinavam a
apoiar as vítimas da catástrofe e a garantir a reconstrução. Pelo contrário,
por iniciativa do PSD no Governo Regional, e com a total conivência do PS
na Câmara Municipal do Funchal e no Governo da República, muitas das verbas
deixaram de garantir a proteção das vítimas do temporal.
De acordo com a CDU, "as populações mais
atingidas por aquela catástrofe foram espoliadas pelo PS e pelo PSD, que
permitiram o desvio de financiamentos públicos para outras finalidades, que em
nada tinham relação com o 20 de Fevereiro".
O PSD e PS espoliaram no
Funchal as vítimas da catástrofe do 20 de Fevereiro, e os dinheiros públicos
que foram transferidos para outras finalidades explicam porque razão aqui nas
zonas altas tanto ainda está por fazer. O espoliar do povo das zonas altas e das
vítimas do 20 de Fevereiro teve como consequência a actual situação de injustiça
e de exposição das pessoas aqui residentes a perigos ainda maiores e a riscos
extremos.
Nesta iniciativa com as vítimas da catástrofe, que
ainda reclamam pelos seus direitos, Edgar Silva disse que "esta é mais outra
das situações demonstrativas de como o rotativismo e a alternância entre o
PSD e o PS apenas prolongam os problemas do povo, e de como é necessária uma
alternativa, que a CDU corporiza, de compromisso com as prioridades do povo do
Funchal2.

