A Câmara Municipal de Santana emitiu um comunicado para
responder à letra à nota de esclarecimento da Secretaria Regional de
Equipamentos e Infraestruturas, que ao início da tarde classificou de “aproveitamento
político” o ofício da Autarquia nortenha a solicitar a “correcção” da
sinalética que omite a freguesia de São Jorge, conforme o DIÁRIO divulgou esta
manhã.

Em jeito de contra-ataque, o gabinete da presidência do
Município de Santana começa por lamentar que a defesa que levou a cabo, “de
forma respeitosa e institucional, do nome da freguesia de São Jorge, tenha sido
classificada pela Secretaria Regional de Equipamentos e Infraestruturas como ‘aproveitamento
político’”. Esclarece que “a Câmara limitou-se a defender uma das suas
freguesias, identificando um erro claro”. Revela que quando a Câmara foi “consultada
para dar sugestões, datadas de 21 de Maio de 2020, assinalou alguns erros”,
conforme documenta a imagem, onde é possível notar dentro do círculo vermelho,
o nome ‘São Jorge’ que “constava da proposta” enviada pelo Município.

Conclui também que “a actual placa alvo de discussão, não
corresponde à indicada no mapa. Foi colocada antes da nova rotunda e omitiu ‘São
Jorge’”, aponta.

imagem CMS

Feito o esclarecimento, a Autarquia governada pelo CDS lembra
ao Governo Regional que “a Câmara como entidade pública não estranha os erros.
Pois ninguém está isento de os cometer”, reconhece.

Contudo, diz estranhar que um órgão governamental “tente
desculpar um erro, classificando a comunicação da autarquia como ‘aproveitamento
político’”. Motivo para questionar a dita secretaria do Governo Regional: “Quem
vai a votos nas eleições autárquicas? O governo regional ou a câmara municipal?
Quem está com pressa para inaugurar a referida obra e porquê?”.

O comunicado termina com a conclusão que Dinarte Fernandes
sobre este episódio: “Quando um órgão governamental vê como ‘aproveitamento
político’ a simples defesa de uma freguesia, pensamos que as respostas estão
dadas”, concretizou.