De acordo com os resultados de 2020 do Inquérito à Utilização
das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) na Administração Pública, hoje divulgdados pela Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM) 77%
dos organismos da Administração Pública Regional (APR) da Região possuíam uma Wireless Local Area Network (rede local sem fios),
75% dispunham de intranet e 52% tinham sistema de videoconferência. No domínio da cibersegurança, a totalidade dos organismos tem software antivírus e firewall. Medidas de segurança como a autenticação dos utilizadores através de uma palavra passe segura e a atualização regular do software estão igualmente generalizadas.
Segundo a DREM, nas principais actividades informatizadas desenvolvidas pelos
organismos da APR da Região em 2020, destacam-se a troca interna de ficheiros
e outra informação (por 95% dos organismos), o registo de informação e a gestão
documental/centros de documentação (ambas por 91% dos organismos). 89% dos
organismos realizaram actividades informatizadas relacionadas com a gestão
financeira e administrativa, com o processamento e tratamento de informação e
com a difusão da informação.
"No seu portal de internet, 66% dos organismos da APR
disponibilizavam formulários para download, 48% permitiam o preenchimento e
submissão de formulários online, 46% ofereciam bens ou serviços em formato
digital online, enquanto 14% usava aquele recurso para fazer inquéritos aos
cidadãos. 23% dos portais possibilitavam aos utilizadores dar conta do seu grau
de satisfação e 18% tinham um balcão de atendimento virtual", adianta a DREM, acrescentando que, no ano passado, 11% dos organismos públicos da Região recorreram ao
comércio eletrónico para efectuar encomendas, a percentagem mais elevada dos
últimos 8 anos. "A plataforma mais usada para a realização de encomendas de bens
e/ou serviços através de comércio electrónico foi o próprio correio eletrónico
(50%). O principal motivo apontado para a não utilização deste tipo de comércio
foi o de não se adequar ao perfil do organismo (38%)."
Já relativamente ao pessoal especialista em TIC, 14% dos organismos da APR da RAM indicaram ter recrutado funcionários destes em 2020. Destes, 50% consideraram
ter sentido dificuldades no preenchimento daquele tipo de postos de trabalho.
21% dos organismos da Região realizaram análises de Big Data
(grande conjunto de dados gerados e armazenados) no ano de 2020, o valor mais
elevado da curta série histórica desta variável, constituindo mais do dobro do
ano precedente (9%). Relativamente à fonte de dados usada neste tipo de
análises, 67% daqueles organismos utilizaram dados gerados a partir de meios de
comunicação digital (social media), 25% por dados do próprio organismo a partir
de dispositivos inteligentes ou sensores e 17% por outras fontes de Big Data.
75% dos organismos realizaram análises de Big Data com recurso a pessoal
próprio e 42% contrataram fornecedores externos.
Em 2019, o total de despesa da APR em TIC fixou-se em 7,2
milhões de euros, crescendo 91,9% face a 2018, impulsionada pelo aumento das
despesas de capital, que ascenderam aos 6,4 milhões de euros, mais que
duplicando face ao ano anterior (3,1 milhões de euros). Por sua vez, as
despesas correntes rondaram os 776,7 mil euros, representando um incremento de
16,3% comparativamente a 2018. 74,8% das despesas de capital corresponderam a
aquisição de equipamento e licenciamento de software, enquanto a principal
fatia das despesas correntes dizem respeito ao suporte e manutenção de
equipamentos, à de manutenção de redes, consumos de comunicações e aluguer de
circuitos de comunicações e custos com os serviços em nuvem (75,7% no seu
conjunto).

No que se refere às Câmaras Municipais da Região, no ano passado todas tinham internet
(de banda larga) e marcavam presença na internet. Comparativamente a 2019, é de
registar o crescimento na percentagem de Câmaras que utilizam sistemas de
videoconferência, que passou de 55% em 2019 para 73% em 2020.
O número de Câmaras Municipais da Região que recorrem ao comércio
eletrónico manteve-se inalterado no último ano, com apenas 3 das 11 Câmaras da
Região a utilizarem esta funcionalidade. De notar que que a consulta pública de
processos nos sítios de internet foi permitida por 82% das Câmaras.
Por sua vez, em 2020, apenas 5 das 11 Câmaras permitiam o
preenchimento e submissão de formulários online, traduzindo uma percentagem de
45%, o que compara com 71% no país.

