O
Governo Regional da Madeira está a limpar 110 hectares no Paul da Serra. Uma
zona protegida, conforme explicou a secretária regional do Ambiente, Recursos
Naturais e Alterações Climáticas, Susana Prada, citada em comunicado enviado para a redacção: "Onde se pretende recuperar a
vegetação de altitude, o urzal, tão importante, como sabemos, na captação da
água do nevoeiro".

Para
que o urzal regenere, explicou Susana Prada, "é necessário remover as plantas
invasoras, essencialmente, carqueja e giesta, que impedem que este se
desenvolva".

A
intervenção do Governo Regional, através do Instituto de Florestas e
Conservação da Natureza (IFCN) centra-se na zona entre os Estanquinhos e Bica da
Cana e tem como objectivos retirar as plantas invasoras, que facilitam a
ignição, a progressão e a intensidade de incêndios florestais, aumentando a
segurança das populações e protegendo a biodiversidade indígena; permitir a
retirada do coberto vegetal invasor e a regeneração da vegetação característica
desta altitude, uma vegetação menos atreita à propagação de incêndios e que
cumpra funções ecológicas, como a protecção do solo contra a erosão e a
infiltração de água; requalificar a paisagem e aumentar as áreas ocupadas por
habitats indígenas, protegidos pela Directiva Habitats.

A
remoção das invasoras está a ser feita de forma mecânica e manual,
salvaguardando espécies indígenas que se encontrem no local. O material
retirado, sempre que possível, será estilhaçado e espalhado no local,
contribuindo para a cobertura do solo, para a protecção contra a erosão e perda
de humidade e para a reposição de nutrientes.

Esta
intervenção junta-se a outras que foram feitas recentemente pelo GR no Paul da
Serra, como os cerca de 120ha limpos e reflorestados na Cova Grande, ou as
intervenções de privados apoiados pelo PRODERAM, como os 332ha no Montado das
Rabaças e os 56ha na Malhadinha, ambos na Ponta do Sol, que foram limpos e
reflorestados.