A decisão de a Madeira avançar com a vacinação dos mais
jovens, a partir dos 12 anos, prende com duas “evidências”, apontou Miguel Albuquerque.

“A covid-19 é uma doença que afectou e continuará a afectar
os mais jovens”, referiu, esta tarde, o presidente do Governo Regional à margem
da apresentação do livro 'Acreditar e Vencer' de Luísa dos Santos.

O facto de 1.631 crianças e jovens até aos 17 anos já terem contraído
a doença na Madeira, serviu com argumento para Albuquerque defender a vacinação
a jovens a partir dos 12 anos. “A vacinação é a melhor forma de suster a
propagação e suster a doença”, salientou.

Quanto à recomendação da Direcção-Geral de Saúde apenas indicar
a vacinação em caso de comorbilidades, que contraria em parte a decisão já
antes tomada pela Região, o líder do executivo regional diz que a Madeira segue
as recomendações da Organização Mundial da Saúde, escudando-se, ainda, na decisão
de outros 15 países ocidentais que optaram por vacinar a partir dos 12 anos.

Miguel Albuquerque lembrou que a vacinação não é obrigatória.

Amanhã inicia-se na Madeira a vacinação a esta faixa etária
da população mais jovem, estando agendado um ‘open day’ entre as 13 e as 19
horas, no Centro de Vacinação da Madeira, no Madeira Tecnopolo. Os interessados
não precisam agendamento prévio. Nos próximos dias vão ter lugar acções
semelhantes noutros concelhos da Região.

O Presidente do Governo voltou a falar em cerca de 20 mil
jovens em condições para serem vacinados neste âmbito, não deixando de apontar
a “resistência” que ainda existe. O importante, segundo lembrou, é abolir a “ideia
falsa” de que a covid-19 não afecta os mais jovens, dando conta de casos em que
as consequências da doença foram severas.

Além do risco associado à doença, os jovens são focos de
propagação, podendo afectar os mais vulneráveis.