“Deixem o mar ao Clube Naval do Funchal porque nós não vamos
desiludir a Região Autónoma da Madeira, a cidade do Funchal, naturalmente, e os
patrocinadores que põem estes eventos de pé”, disse hoje o presidente do Clube
Naval do Funchal, António Fontes, acrescentando, em jeito de reparo, que “há muitos
clubes marítimos na Madeira. Demasiados. Uma pequenez enorme sem possibilidades
nenhumas de fazer o que quer que seja”. Ao contrário do Naval.
Na apresentação de duas regatas, a Transquadra que sairá de
França e aquela que liga os arquipélagos de Canárias e da Madeira, António
Fontes destacou o potencial destes eventos para a economia do mar, mas pediu, a
seu modo, maior ‘fiscalização’ às entidades que usam o mar. “O Clube Naval do
Funchal prepara-se, além disso, para afundar um barco aqui bem perto e fazer um
recife natural”, disse, dando outro exemplo deste empenho do clube.
O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, congratulou-se
com estes eventos que fazem também parte da retoma desejada para as actividades
marítimas na Região. “Regatas que têm um percurso consolidado nos últimos anos”,
apontou, e com um grande retorno financeiro.
