No âmbito do regime de apoio
financeiro anual criado para ajudar as associações de protecção animal
da Região, o Governo Regional, através da Secretaria Regional de Agricultura e
Desenvolvimento Rural, assinou esta quinta-feira um contrato-programa com a Sociedade
Protectora dos Animais Domésticos do Funchal (SPAD), no valor de 30 mil euros.

O acto solene teve lugar no
auditório da Secretaria Regional de Agricultura, onde foi rubricado o protocolo
entre o Governo e a SPAD, representados na cerimónia pelo vice-presidente,
Pedro Calado, o secretário regional com a tutela da Agricultura, Humberto
Vasconcelos, o director regional de Agricultura, Paulo Santos, e o presidente do
organismo privado, Paulo Figueira.

“O apoio financeiro que o
Governo Regional volta a garantir este ano tem como propósito ajudar esta
importante associação no extraordinário trabalho que realiza na defesa, saúde e
bem-estar dos animais. É tão justo o reconhecimento quanto assegurar a
viabilização das respetivas ações”, vincou o Secretário Regional de Agricultura
e Desenvolvimento Rural, Humberto Vasconcelos, lembrando que “a causa animal é uma
grande bandeira do Governo”.

O apoio financeiro à SPAD tem
por base um valor de 10 mil euros, aos quais acrescem mais 20 mil euros de
apoio suplementar por ter alojamento/abrigo para os animais, e visa custear despesas
com esterilizações, castrações, vacinação, cirurgias, internamentos,
identificação eletrónica, medicação, alimentação, aquisição de caixas de transporte
e de casotas amovíveis, bem como ajudar no pagamento de vencimentos dos trabalhadores,
encargos com instalações e aquisição de bens e serviços indispensáveis.

“Uma vez que as receitas
desta instituição privada são insuficientes para fazer face ao total das
despesas inerentes ao cumprimento da sua missão, pese embora os inestimáveis
contributos da sociedade civil, prestados por pessoas singulares e empresas, através
de quotizações e donativos, o Governo Regional entendeu que era essencial
financiar esta instituição, tendo em conta o imprescindível trabalho, de base
altruísta, que realiza diariamente, ao nível da recolha, alojamento e
alimentação de animais de companhia errantes, divulgação de campanhas para
adoção e promoção de ações de sensibilização para não abandonarmos animais, entre
tantos outros contributos”, explicou Humberto Vasconcelos.