“Quando se fala em lobbies há sempre uma conotação negativa,
mas não há que ter medo de falar dessas situações”, dizia o vice do Governo da
Região Autónoma da Madeira à margem da entrega dos Prémios Ambientais Zona
Franca da Madeira. Acrescenta que “todas as outras praças a nível internacional
fazem o seu trabalho de casa e são muitas vezes protegidas”, razão pela qual “a
Madeira tem de fazer o mesmo, tal como os Açores fazem, tal como as Canárias
fazem.”
O importante é que a Madeira “não fique para trás” e “faça o
seu lobby político para defender os interesses da Zona Franca.” Pedro Calado explica
que temos “mais de 6 mil postos de trabalho dependentes directa e indirectamente
da Zona Franca, a SDM e o Centro Internacional neste momento contribuem entre
12% a 15% das receitas fiscais da região, estamos a falar de verbas acima dos
100 milhões de euros.”
Para o governante, estas verbas são “vitais para o
desenvolvimento económico e social da Madeira”, pelo que devem ser utilizadas “todas
as armas que tivermos para defender intransigentemente os interesses quer das
empresas, quer da região.” Assim, “se tivermos de fazer lobby político, vamos
fazê-lo”, assevera Pedro Calado.
Na opinião do vice-presidente do Governo Regional, é
premente, neste momento, a promoção da imagem da SDM lá fora: “Tem de haver um
grande trabalho para atrair investimento estrangeiro para a Região, e isso
também já está registado no plano de actividades da SDM, é um trabalho a ser
feito a nível nacional e a nível internacional.”
Relativamente ao novo ciclo da Sociedade de Desenvolvimento
da Madeira na esfera pública, o vice-presidente do Governo atesta que tudo “está
a correr bem”, e que “o trabalho que estava a ser feito mantém-se.” A nível de
diferenças aponta apenas “condicionantes” nos procedimentos administrativos
internos, que são agora processos “mais lentos e mais burocráticos.”

