À margem da entrega dos Prémios Ambientais Zona Franca da
Madeira, o vice-presidente do Governo Regional, Pedro Calado, reiterou que o
desejo da Região é “formalizar rapidamente a entrada e a participação da Região
Autónoma da Madeira no capital social do Banco de Fomento.”
Para que este desejo se concretize, o Governo está a aguardar
a vinda do Ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, à Região, com Pedro Calado
a avançar que julga que “até ao fim do mês essa visita se vai concretizar.” É durante
essa visita que se vão definir os termos e as condições da Madeira no capital social
do Banco de Fomento.
No fundo o desejo é que a Madeira possa ter “assento no
conselho de administração e, sobretudo, nas políticas de decisão, de
investimento daquele banco”, esclarece Pedro Calado. O vice-presidente do
Governo Regional atesta: “Acima de tudo o que nós queremos fazer com esta
participação é que as empresas da Região, todo o universo empresarial, possa
ter acesso de forma determinante aos montantes de empréstimo que vão estar
disponíveis para todo o tecido empresarial de Portugal.”
O que se quer é um “pé de igualdade com todas as empresas a
nível a nacional, para um montante global a que o país possa aceder.” O número
dois do Governo afirma não querer “condicionar percentagens, nem valores”, que
estão ainda em cima da mesa, sendo que “qualquer percentagem é positiva, desde
que a Madeira tenha uma palavra a dizer na forma como os fundos vão estar
disponíveis.”
É preciso defender os interesses da região para o futuro e
salvaguardar qualquer coisa que possa acontecer futuramente. Independentemente
de quem esteja nos destinos da Região, temos de deixar o trabalho feito, e
temos de deixar, sobretudo, uma porta aberta para que as empresas se possam
sentir integradas no todo nacional e nas linhas que vêm para todo o país. As linhas
não estão disponíveis só para o continente, ou só para os Açores, ou só para a
Madeira. Estão disponíveis para o Estado-Membro Portugal.

