Tiago Freitas, candidato pela coligação PSD/CDS à Junta de Freguesia de
São Gonçalo, considera a postura do Presidente da Junta de São Gonçalo na Assembleia de Freguesia, que decorreu ontem, 7 de Junho, como "inaceitável e inqualificável".

Segundo o candidato, a sessão ficou marcada por
vários “episódios lamentáveis”, entre os quais “o impedimento dos munícipes de participarem na referida sessão e o facto de alguns dos presentes terem sido
alvo de agressões verbais apenas e tão só por terem apresentado as suas
opiniões”. Tiago Freitas lamenta ainda o mau exemplo dado pelo PS na Assembleia, motivado “pelo nervosismo da
verdade vir ao de cima e de ficar provada, mais uma vez, a gestão incompetente
e pouco transparente que este Executivo tem vindo assumir”.

Gestão incompetente e
prioridades invertidas que o PSD denuncia “numa freguesia em que em vez do
Executivo da Junta se preocupar em resolver os problemas da população e em
criar melhores condições de vida para quem ali vive, opta por assumir despesas
supérfluas”, referindo-se, em particular, à aquisição de dois telemóveis, no
valor de 1.200 euros, “com a desculpa de que os mesmos foram comprados para
garantir as transferências que qualquer computador pode fazer”.

“Será que o Presidente da
Junta tem a noção das necessidades que existem em São Gonçalo por colmatar? Das
intervenções que podem e deviam ser feitas para melhorar a vida das pessoas,
quer em termos de acessibilidades, quer ao nível das pequenas obras nas
estradas, nos arranjos de jardins e em muitas outras áreas, essas sim com
impacto e benefício direto nos Munícipes?”, questionam os Social-democratas,
que consideram inaceitável a forma como o Executivo da Junta se assume alheado
da realidade e se mantém indiferente àquilo que são as preocupações dos
moradores, “que prefere ignorar e dos quais só se lembra nas vésperas das
eleições”.

Inaceitável é também o facto
da Junta de Freguesia manter a sua irredutibilidade quanto à inserção das
coordenadas da Casa do Povo local no seu site oficial, uma falha já por
diversas vezes apresentada, pelo PSD, ao Executivo, que alega não fazer sentido
esta divulgação. “Aquilo que está em causa, nesta negação, é a privação dos
residentes nesta freguesia a um conjunto de apoios e de informação que lhes são
fundamentais, nomeadamente aqueles que se prendem com o acesso a programas de apoio
como o FAROL e o FEAS que, no seu conjunto, apresentam verbas inclusive
superiores ao Orçamento da Junta que são destinadas a ajudar quem mais precisa”
sublinha Tiago Freitas, apoios esses que o Presidente da Junta de Freguesia
sonega à população “apenas e só porque, também aqui, coloca os interesses
partidários à frente do interesse comum e é incapaz de ver que essas ajudas
existem para chegar às pessoas e cumprir o seu propósito”.

Candidato do PSD/CDS que,
ainda a propósito das Casas do Povo, lembra que o Presidente da Junta em
questão aprovou um voto contra as mesmas e que, passados três meses, aprovou um
voto de louvor, o que deixa claro “a falta de consistência e de verticalidade
de alguém que nem sequer tem a noção do trabalho que é feito por estas
instituições e que apenas as usa como arma de arremesso político”.

“Temos aqui alguns – apenas
alguns exemplos – de uma política com a qual não nos identificamos e que é
altamente penalizadora para a população de São Gonçalo, que merece e precisa de
mais apoio, melhores condições e, acima de tudo, mais respeito por parte de
quem localmente governa”, remata.