Segundo os dados fornecidos pelo Serviço de Estrangeiros e
Fronteiras (SEF) à Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM), a população estrangeira residente na Região a 31 de Dezembro de 2020 totalizava 9.455 pessoas – o valor
mais elevado desde 2008 – representando um aumento de 10,1% face a 2019 (869
pessoas).
Um assunto que, aliás, faz a manchete desta segunda-feira da edição impressa do DIÁRIO.
A população estrangeira distribuía-se apenas entre detentores de
títulos de residência, não tendo sido registados detentores de vistos de longa
duração.
Os nacionais da Venezuela (24,5%), Reino Unido (14,2%), Brasil
(9,5%) e Alemanha (6,6%) continuam a ser as principais
comunidades estrangeiras a residirem na Região.
Em 2020, as nacionalidades venezuelana e inglesa apresentaram os
maiores incrementos no número de estrangeiros detentores de títulos de
residência a residir na Região, +12,2% (2.066 em 2019 para 2.319 em 2020)
e +21,8% (1.102 em 2019 para 1.342 em 2020), respectivamente.
O regresso de emigrantes da Venezuela voltou a ser um dos
principais impulsionadores do aumento da população estrangeira registado entre
2019 e 2020, contribuindo com cerca de 29,1% para esse aumento. Nas posições
seguintes, surgem os nacionais do Reino Unido e da Alemanha, que concorreram
com 27,6% e 8,9%, respectivamente, para o aumento da população estrangeira na
Região entre 2019 e 2020.
É no Funchal que a população estrangeira continua a ter maior
expressão (51,5% do total da Região), seguindo-se Santa Cruz (13,6%), Calheta
(9,6%) e Ribeira Brava (5,0%). Por género, mantém-se uma ligeira preponderância
do sexo feminino (51,8%) sobre o masculino (48,2%).


