Neste Euro, após os jogos de Portugal sete jornalistas do DIÁRIO deram nota 'Mais' e 'Menos' ao desempenho da selecção nacional.
No jogo de despedida eis as avaliações feitas por Ricardo Duarte Freitas, Jorge Freitas Sousa, Pedro Freitas Oliveira, Victor Hugo, Nélio Gomes, Paulo Vieira Lopes e Rúben Santos.
Rúben Santos
MAIS

Ninguém dá por ele
Raphael Guerreiro é o MAIS deste encontro. Não pela grande oportunidade que criou com o seu pior pé, quando atirou a bola ao poste, mas pelo que deixou em campo (tal como Sanches). Apesar da sua pequena estatura diante de uns autênticos arranha-céus belgas – incluindo Lukaku – a verdade é que Raphael tentou sempre fazer a diferença no flanco que ninguém se queixou durante toda a participação de Portugal neste Euro.
MENOS

Bruno, outra vez?
No jogo contra a França foi ‘Bruno, és tu?’, mas agora tornou-se evidente que Bruno Fernandes é totalmente diferente na selecção. Outra vez uma entrada que não acrescenta nada? Outra vez deitado no chão à espera da falta? Outra vez remates para a lua? A maior prova da desilusão portuguesa é que começa a titular e acaba como suplente que nem seria preciso ser utilizado. Há que repensar este meio-campo.
Jorge Freitas Sousa
MAIS

Renato Sanches e a segunda
parte
Num primeiro tempo em que
Portugal teve respeito a mais pela Bélgica, Renato Sanches foi a nota de
destaque, até parecia que não tinha ouvido a palestra de Fernando Santos. No
segundo tempo, a selecção reagiu, criou oportunidades, poderia ter empatado, mas
a sorte também não ajudou. Mas estes segundos 45 minutos devem ter sido os
melhores deste Europeu. Pena é que demos meia parte e um golo de vantagem.
MENOS

Bernardo Silva e a lentidão
de Santos
O avançado do Manchester City
é um dos melhores jogadores portugueses mas neste Europeu foi uma nulidade.
Provavelmente pelo excesso de jogos, mas não se compreende que seja titular
quando era claramente um elemento a menos. No golo, foi o seu atraso que
permitiu o remate de T. Hazard. O culpado, claro, é o treinador que não teve
coragem para o deixar no banco. Em sua defesa, Fernando Santos tem o facto de
ter iniciado o jogo com um ‘onze’ que era o dos principais comentadores.
Pedro Freitas Oliveira
MAIS

Segunda parte de qualidade
Não foi pela exibição que Portugal ficou pelo caminho neste Campeonato da Europa. Faltou sorte – sim, também é preciso. 23 remates, cinco dos quais enquadrados com a baliza. Até o poste substituiu Thibaut Courtois quando o guarda-redes belga não lá chegou. Este Mais é sobretudo pela resposta de Portugal, num jogo no qual merecia melhor desfecho, sobretudo pelo que fez na segunda parte, encostando a selecção n.º 1 do ranking FIFA às cordas em muitos momentos.
MENOS

Faltou eficácia
Mas o futebol também é feito da frieza. A Bélgica rematou menos, mas foi eficaz, com um grande golo da autoria de Thorgan Hazard. Portugal teve várias ocasiões para marcar, mas faltou essa eficácia. Aproveitar pelo menos um desses momentos era obrigatório. E aí tudo seria diferente, com certeza.
Paulo Vieira Lopes
MAIS

Equipa
Fernando Santos acertou no onze, de luxo, e mesmo quando esteve a perder, mexeu na equipa e mostrou, classe, qualidade e o porquê de estar em campo como campeão da Europa. Faltou o resultado… a favor.
MENOS

O resultado
Faltou mesmo a eficácia e o resultado final a nosso favor.
Resumindo e concluindo, faltou o golo.
Ah! Também nota menos no ‘deixa a andar’ do árbitro, quando devia ter tido mais olho em alguns lances.
Ricardo Duarte Freitas
MAIS

Renato Sanches
Renato Sanches foi um dos mais inconformados desde o início da partida e em vários momentos do jogo carregou a equipa às costas. Nota positiva para a Bélgica que deu uma lição de intensidade e de eficácia. E não foi apenas Lukaku... Hazards de uns, azares de outros...
MENOS

Fernando Santos
Faltou sobretudo intensidade, frescura à nossa selecção e disponibilidade fisica para além do talento. A Bélgica fez uma revolução no onze para que não faltassem pernas. Nós fomos conservadores. E a responsabilidade é de quem manda no banco. Depois, o golo belga nasce de uma falha de marcação. Contra selecções como a Bélgica, versão geração de ouro, os erros são fatais. E nós nem nos podemos queixar das muitas oportunidades criadas. O problema é que fomos incompetentes e perdulários na meia distância. Quanto a isso, há que dar a mão à palmatória. A Bélgica fez num lance o que Portugal não fez em meia dúzia.
Nélio Gomes
MAIS

Segunda parte pressionante
Depois de uma primeira metade onde esteve algo encolhido, Portugal realizou
uma boa segunda parte, onde pressionou o adversário em busca do golo do empate,
empurrando-o para o seu meio-campo. E teve várias ocasiões onde podia ter
chegado ao golo – aquele remate de Raphael Guerreiro ao poste foi o momento
‘mais’ da exibição lusa -, mas alguma má definição no último passe, a falta de
acerto com a baliza e a boa exibição do guarda-redes belga Courtois não
permitiram a igualdade.
MENOS

Falta de pontaria… e de sorte
A selecção teve um número elevado de remates (24 contra apenas seis dos
belgas) mas apenas cinco enquadrados com a baliza, o que é bem revelador da
falta de inspiração dos jogadores portugueses neste aspecto. No entanto, houve
também alguma falta de sorte, nomeadamente no remate ao poste de Raphael
Guerreiro, no cabeceamento de Rúben Dias que saiu à figura de Courtois e noutro
lance em que o belga impediu, no chão, que André Silva concretizasse.
Victor Hugo
MAIS

O que nos anima
. Cristiano Ronaldo continua a ser melhor marcador [5 golos], no
entanto fica em branco;
. É falso que Pepe como corre tenha 38 anos;
. Renato Sanches tem um motor V12;
. Fomos superiores à Bélgica em quase tudo [veja aqui ]mas fomos eliminados.
. Afinal sabemos jogar com três centrais;
. Fernando Santos é o selecionador mais bem sucedido da nossa Quinas e
desenganem-se os que querem a cabeça do treinador;
MENOS

Um ‘Hazard’
. 24 remates mas só 5 na direcção da baliza [um no poste];
. Há 32 anos que não perdíamos diante da Bélgica;
. Portugal fez a sua pior prestação num Campeonato da Europa [no
mínimo fomos eliminados nos quartos final];
. Só vencemos um jogo neste Euro [duas derrotas, 1 empates e 1
vitoria];
. Nem Pote nem Nuno Mendes jogaram um só minuto e não foram ao
Campeonato da Europa Sub21;
.
Conservadorismo
