O que desejamos, naturalmente, é que as pessoas possam expressar os partidos em que melhor se revêm com maior facilidade, mas na realidade o sistema está feito ao contrário

O também candidato pela Iniciativa Liberal (IL) à Câmara Municipal do Funchal (CMF) critica a lei eleitoral, que diz estar feita para "criar mais dificuldades e prejudicar as candidaturas dos partidos".

Por outro lado, para Duarte Gouveia, tal "reflecte a natureza iliberal do sistema em que vivemos", na medida em que apenas cria "burocracias" e "ineficiência".

Repare no trabalho que é pedido a mais aos serviços dos Estados, às juntas de freguesia, aos tribunais, que vão ter de validar as candidaturas... Tudo a pedir uma quantidade de pessoas que não são na verdade necessárias.

Na sua opinião, "isto é feito de propósito para tentar proteger o monopólio dos maiores partidos" e vai além da questão da constituição das listas.

"Este não é caso único, mesmo dentro dos processos das eleições autárquicas existem mais 'situações-barreira', nomeadamente no acesso à subvenção pública", sustenta.

Questionado sobre estes condicionamentos na manutenção dos projectos políticos mais pequenos, como é o caso da IL, Duarte Gouveia vinca que o seu partido tem vindo a "afirmar-se e a crescer".

As dificuldades que existem no sistema não nos vão impedir de alcançar os nossos objectivos (...) A nossa proposta liberal é tornar a coisa mais simples: processos mais curtos, menos burocráticos e mais baratos para benefício de todos