O grupo espanhol comunicou esta quinta-feira a compra da participação
de 49% pertencente à TUI, que assegura que a RIU Hotels & Resorts passe a ser detentora
a 100% das 19 unidades, mais dois outros hotéis que se encontram em
construção no México e Senegal. Antes da compra detinha já a participação de
51% destas unidades.
A transacção foi aprovada, a 27 de Maio, pelo Conselho de Administração da TUI,
estando avaliada num total de 670 milhões de euros. A relação entre as duas empresas
mantém-se forte, verificando-se um “firme desejo de manter e fortalecer esta
relação estratégica e comercial a longo prazo”, lê-se no comunicado. A TUI
continua a ter 50% das acções da RIUSA II S.A., a gestora dos hotéis da marca
RIU, que as duas empresas fundaram em 1993.
A compra das acções advém do contexto pandémico de quebras no sector
turístico, com a RIU a “continuar a apoiar o seu parceiro estratégico a longo-termo.”
O grupo acrescenta que “após a confirmação de que o modelo de propriedade se
tem mostrado vantajoso no combate à crise, a posse a 100% da propriedade destes
hotéis garante a agilidade necessária para enfrentar as possíveis mudanças de
paradigma num futuro próximo.”
RIU aposta na reforma do RIU Palace Madeira
Em Fevereiro deste ano, jornais espanhóis avançavam que a
RIU Hotels & Resorts tinha colocado no mercado o RIU Palace Madeira, a par
com outras unidades do grupo localizadas nas Canárias e no Panamá. Segundo o
que o DIÁRIO conseguiu apurar a venda continua a ser uma possibilidade, mas não
uma certeza.
Alexandra Freitas, directora do RIU Palace Madeira, atesta
que, nas palavras do CEO do grupo, Luis Riu, “qualquer unidade hoteleira, dependendo
da oferta, pode ser vendida.” É do entendimento da directora que o hotel
madeirense continua à venda, mas “todos os dias há novidades.”
O que Alexandra Freitas consegue garantir é que, em Janeiro
de 2022, o hotel “vai ter uma reforma, sendo propriedade ainda RIU.” Esta
reforma consistirá numa renovação da unidade hoteleira, não sendo mexidas as
suas estruturas. Sem poder adiantar o investimento que a obra implica,
explica que será “uma lavagem da imagem do hotel.”

