O advogado José António França Pitão, que faleceu em Janeiro
passado com 68 anos, foi distinguido, a título póstumo, esta tarde, com a
medalha de mérito da Ordem dos Advogados pelo seu “magnífico contributo”, conforme
destacou o bastonário Menezes Leitão, que se deslocou propositadamente à
Madeira para presidir à cerimónia de homenagem.

O bastonário realçou a “dedicação exemplar” do advogado à
Ordem e revelou que, já doente e em plena pandemia, França Pitão continuou a
acompanhar, através de videoconferência, os trabalhos do Conselho Geral, órgão nacional
para o qual tinha sido eleito. O filho do homenageado, o também advogado
Gustavo França Pitão, partilhou a felicidade e a honra que sentia e mas
sublinhou que mais importante que a distinção foram os ensinamentos que o pai
deixou não só na Madeira como também noutros pontos onde leccionou ou deu
formação, como Coimbra, Guiné Bissau ou Timor-Leste.

O Conselho Distrital da Madeira da Ordem dos Advogados
atribuiu o nome de França Pitão ao auditório da sua sede, na Rua 31 de Janeiro.
“Foi uma tremenda riqueza, uma bênção, privar com o dr. França Pitão”, afirmou a
presidente do mencionado órgão regional, Paula Margarido, que recordou os
estudos do causídico e assistente universitário em diversas áreas do Direito (Trabalho,
Família, Sucessório e Direitos Reais).

“O Dr. França Pitão deixou-nos muito mais do que os livros,
mais do que ensinou na Faculdade de Direito de Coimbra e de tudo o que ensinou
aos estagiários. Deu-nos a sua amizade, a sua presença, a sua solidariedade e o
seu altruísmo”, completou o presidente do Conselho de Deontologia, Ricardo
Pereira.

Na cerimónia desta tarde marcaram presença os presidentes da
Assembleia e do Governo Regional, o bispo do Funchal, o reitor da Universidade
da Madeira e o juiz presidente da Comarca da Madeira, entre outras
personalidades.