O Porto Santo – nomeadamente a
apresentação do programa 'Life Dunas' – fechou a primeira de seis conferências,
no âmbito do seminário 'Conferências do Ambiente e Acção Climática', que
decorreu, esta tarde, na Gare Marítima Internacional do Funchal.
Na ocasião, a gestora do projecto,
Nádia Coelho, da Direcção Regional do Ambiente e Alterações Climáticas (DRAAC),
deixou uma mensagem forte:
As
alterações climáticas são reais e temos de actuar já.
“Para além dos eventos climáticos
extremos frequentes, temos de também e contar com a subida do nível das águas
do mar”, disse.
Neste âmbito e a propósito do programa
'Life Dunas' - o “primeiro
LIFE CLIMA desenvolvido na Madeira” – explicou que “as dunas são
barreiras dinâmicas naturais que impedem o avanço do mar contra a costa
terrestre, protegendo todo o seu território interior dos processos de erosão”,
pelo que torna-se “imperativo estabelecer medidas que visem o desenvolvimento
sustentado destas zonas litorais para evitar e prevenir estes problemas da
erosão costeira”.
O 'Life Dunas' é um projecto com
financiamento de 55% pelo programa ‘LIFE’ da União Europeia e tem um orçamento
previsto a rondar os 3 milhões de euros, tendo a duração de 5 anos (2020-2025).
No final do encontro, depois de
abordados os temas das diferentes conferências decorreu um debate sobre ‘A Importância da Acção Climática
para a Protecção do Ambiente, a Neutralidade Carbónica e a Resiliência e
Segurança das Populações’, moderado pelo director do Diário de Notícias,
Ricardo Miguel Oliveira.
