Esta tarde, nas 'Conferências do
Ambiente e Acção Climática', Pedro Ferreira, gestor do projecto de Ampliação do
Aproveitamento Hidroeléctrico da Calheta, procurou responder à seguinte
questão: Porque é que ainda há tanta energia produzida por equipamentos movidos
a derivados do petróleo?
A resposta é simples: procura e
oferta de energia têm de estar equilibradas e, conforme sublinha, “não há
maneira de fazer um aerogerador andar mais depressa”.
Esta instabilidade gerada pela
energia intermitente (aquela que está dependente das condições climáticas) tem
um impacto “muito grande” numa rede pequena como é o caso da Região, vincou o
responsável.
No seu entender, a solução passa
pela criação de um sistema de armazenamento de energia, como é o caso da Aproveitamento
Hidroeléctrico da Calheta, que permite absorver a instabilidade da rede e das fontes
intermitentes de energia renovável.
Com efeito, este sistema
permitirá subir a produção de ‘energia limpa’ de cerca de 30% para aproximadamente
40% (um acréscimo de quase 10%), revelou.
