A Câmara Municipal do Funchal investiu 1,14 milhões de euros em 1.853 bolsas de estudo que foram atribuídas a estudantes universitários ao longo do ano lectivo 2021/2021. Tal como o DIÁRIO já havia avançado, na sua edição de 20 de Maio, todos estes apoios já foram pagos, tendo sido alargados a mestrados integrados e às licenciaturas até 6 anos de duração.
“Apraz-nos sublinhar que, chegados a este mês de Maio, a CMF já procedeu ao pagamento de todas as tranches das bolsas do Ensino Superior atribuídas este ano, o que é, com toda a certeza, uma ajuda importante para as famílias que tiveram dificuldades acrescidas ao longo deste ano para manter os filhos na universidade e que, deste modo, puderam contar com as verbas a que tinham direito ao longo do ano, e sempre em tempo útil, sendo todas devidamente saldadas dois meses antes do final do ano lectivo", referiu Miguel Silva Gouveia.
A autarquia indica que, até ao ano lectivo passado, as bolsas eram dadas aos três primeiros anos de formação superior. No ano lectivo 2018/2019, a CMF apoiou 1217 estudantes, num investimento que ascendeu a 781 mil euros, ao passo que, em 2019/2020, foram apoiados 1478 estudantes funchalenses, com o investimento a chegar aos 925 mil euros.
"Este ano atingimos, deste modo, o maior
investimento municipal de sempre em bolsas de estudo universitárias, o que
representa, igualmente, o maior número de famílias apoiadas até hoje", referiu o autarca.
Estamos a falar de mais 375 alunos apoiados comparativamente ao ano passado. "Este era um
aumento que estávamos à espera, em virtude das dificuldades que as nossas
famílias estão a enfrentar, e porque as preocupações dos funchalenses com a
Educação dos seus filhos, perante mais um quadro de crise, são daquelas que
mais nos chegam no decurso do nosso trabalho de proximidade com a população,
quer em audiências, quer no terreno", ressalva.
A Autarquia
promoveu atempadamente o alargamento dos critérios para atribuição de bolsas do
Ensino Superior, que foi aprovado na Assembleia Municipal em Setembro de 2020,
no início do ano lectivo. “Mesmo com os votos contra do PSD, conseguimos aprovar
a contração do empréstimo que suportou o reforço deste programa de atribuição
de bolsas, o que deixa bem patente a forma como a CMF trabalhou no sentido de
precaver a crise e de poder prestar o auxílio que as famílias funchalenses
precisavam", atirou.
“Este ano, com
muito esforço do Município, mas tendo consciência das dificuldades que as
nossas famílias iam enfrentar, com perda de rendimentos nos agregados
familiares, ou mesmo de postos de trabalho, garantimos que, no Funchal, o
acesso à educação não seria suprimido pelas dificuldades conjunturais”,
conclui.

