O primeiro objectivo da visita de Marcelo Rebelo de Sousa é "apresentar cumprimentos aos órgãos de governo próprio da Região", cumprindo uma deslocação que estava prevista "que acontecesse depois da reeleição e no termo do mandato anterior". No entanto, o Presidente da República, que chegou esta noite à Madeira, diz que "até foi bom que o tempo não o tivesse permitido porque assim é a primeira visita
no começo do segundo mandato".
O Chefe de Estado vem preparar o programa do Dia de Portugal que este ano terá o Funchal como palco.
"Dentro de
pouco tempo, mês e meio, teremos cá o 10 de Junho e verão que é um programa de
vários dias que a Madeira bem merece", informou.
Da agenda de trabalho faz parte um almoço com o presidente do Governo Regional e, depois, uma reunião na Assembleia Legislativa e com a "sua diversidade partidária".
Marcelo Rebelo de Sousa que vista a Região pela 11ª vez, na qualidade de Presidente da República, fez questão de destacar o bom trabalho que está a ser feito para enfrentar a pandemia na Região. Logo à chegada, elogiou as equipas de enfermagem de serviço.
“A Madeira,
felizmente está a viver, do ponto de vista pandémico um período muito bom e de
viragem, não apenas a recuperação mas uma retoma turística e económica em
geral, francamente promissora .É muito
motivador, acho que vai ser uma boa surpresa esta transição da Primavera para o
Verão."
Questionado sobre se este será um segundo mandato em que exercerá mais a sua magistratura de influência para responder às reivindicações da Madeira, destacou a "proactividade" de Miguel Albuquerque nas reivindicações.
“Cada vez que
venho à Madeira, o senhor presidente do GR é um proactivo e tem sempre, duas,
três, quatro, cinco ideias novas. É estimulante chegar à Madeira e descobrir
ideias promissoras", justificou.
No entanto, as queixas do presidente do Governo Regional não diminuíram de tom.
“Isso faz
parte da estratégia do senhor presidente do GR que é sempre sofisticada, quer sempre
por pressão nos órgãos da Republica, mas isso é a função dele que tem de
resolver os problemas da Madeira", afirmou.
Marcelo também comentou a situação da cerca sanitária em freguesias de Odemira e a necessidade de rever a Constituição no diz respeito à aplicação de medidas de saúde pública, ao abrigo do estado de emergência.
