A eurodeputada do PS, Sara Cerdas, está preocupada com o "problema cresente" dos plásticos e da sua consequência para o meio ambiente e saúde das populações e questionou a Comissão Europeia sobre que incentivos serão disponibilizadas para aumentar a investigação de alternativas ao plástico, para a consecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para 2030 das Nações Unidas e do Pacto Ecológico Europeu.

“As instituições europeias devem
concentrar esforços, em conjunto com os Estados-Membros, para criar sociedades
livres de plástico e incentivar a recusa do uso de plástico antes do seu uso.
No entanto, para que tal aconteça, precisamos que os cidadãos tenham ao seu
dispor alternativas e que estas sejam acessíveis, para que possam optar fazer
escolhas mais sustentáveis”, afirmou Sara Cerdas, de acordo com um comunicado enviado para a redacção.

A eurodeputada disse ainda: “Apenas atingiremos os objectivos se
houver uma aposta na investigação e no desenvolvimento de novos materiais mais
sustentáveis que possam substituir o uso do plástico”. Para isso, acrescentou, é necessário "mobilizar o sector privado, juntamente com as autoridades nacionais e regionais,
e promover junto dos cidadão decisões mais conscientes".

Sara Cerdas considera ainda que um dos
desafios é o de alinhar a
Estratégia Industrial para a Europa com a Estratégia Europeia para o Plástico,
defendendo que a recuperação deve aplicar os princípios do Pacto Ecológico
Europeu e reduzir o uso dos plásticos: “O problema dos plásticos
mantém-se actual e não pode ser descuidado. Sem acção, os resíduos de plástico e
lixo marinho vão continuar presentes, afectando consequentemente a saúde e o bem
estar das populações, bem como o ambiente e a biodiversidade que nele está
assente”, lê-se no mesmo comunicado.

A UE
utiliza anualmente mais de 50 milhões de toneladas de plástico. Mais de 25
milhões de toneladas de resíduos plásticos são recolhidas todos os anos, mas
menos de um terço é reciclada. A primeira grande Estratégia Europeia sobre
Plásticos foi adoptada a 16 de Janeiro de 2018 pela Comissão Europeia. Faz parte
da transição da Europa para uma ampla economia circular e visa contribuir para
alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os compromissos
climáticos globais e os objectivos da política industrial da União Europeia - dá conta ainda a mesma nota.