Os deputados municipais do
PSD eleitos à Assembleia Municipal de Santa Cruz consideram condenável a forma
como o JPP veio a público comunicar as conclusões da última Assembleia
Municipal, reiterando “ser falso que o PSD tenha demonstrado estar contra
qualquer tipo de apoio social”, estando apenas em causa a necessidade de
“aclarar os critérios e as regras com que estes apoios são atribuídos, à luz
das necessidades de quem mais precisa e, não, de outros interesses
político-partidários”. Aliás, reforçam, “é através da gestão criteriosa destas
ajudas que elas podem, efetivamente, cumprir o seu papel e beneficiar o
concelho”.
Paralelamente, sublinham,
“tal como nunca estivemos contra a atribuição destes apoios, também é falso que
alguma vez tenhamos votado contra ou criticado estas ajudas”, esclarecendo que
a abstenção manifestada surge “pelo facto de entendermos que estes apoios
sociais devem abranger também as empresas e os trabalhadores independentes, na
base de uma estratégia global e devidamente focada na tão necessária manutenção
dos postos de trabalho, o que, até à presente data e por parte do Executivo
Municipal, ainda não aconteceu e parece não ser prioridade”.
Em causa, estava a discussão
de um empréstimo de 2.000.000,00 (dois milhões de euros) contraído pela Câmara
Municipal no âmbito do combate à pandemia COVID19, empréstimo esse a pagar por
todos os Santa-Cruzenses “que deve, por isso mesmo, ser gerido e utilizado com
seriedade, justiça e responsabilidade”.
“Não é aceitável que o JPP
venha a público, mais uma vez, vitimizar-se e deturpar a realidade, quando a
única coisa que o PSD pretende é que o Executivo camarário olhe para o concelho
de forma responsável e seja capaz de garantir, conforme é sua obrigação, que,
tanto as famílias quanto as empresas sejam apoiadas nas suas necessidades,
tendo por base uma gestão criteriosa que, pelos vistos, é incómoda a quem está
habituado a não prestar contas a ninguém”, sublinham, ainda, os deputados
municipais, que vão mais longe ao afirmar que “a demagogia habitual a este
Executivo nada acrescenta à população e, pior, apenas adia soluções que são
urgentes ao Município”.
Recordando o exemplo de
programas criados pelo Governo Regional como o FEAS ou o FAROL, “os quais têm
sido fundamentais para as famílias Madeirenses, pese embora altamente
criticados pelo Município de Santa Cruz e pelas Juntas de Freguesia do JPP” –
Juntas essas que chegaram a cobrar pela emissão de documentos necessários às
candidaturas destes programas – o PSD remata afirmando que “não é desta falta
de seriedade e desta ausência de visão que Santa Cruz mais precisa nesta fase,
nem é na base deste discurso calunioso que se cumpre o serviço público a favor
dos Munícipes”.
