Caso não haja capacidade técnica nos Lares de Idosos para
assegurar a realização do obrigatório teste rápido de antigénio aos visitantes,
deverão ser os centros de saúde concelhios a assegurar essa testagem, que só é
válida se feita até 72 horas da visita.
O presidente do Governo Regional reconhece haver
constrangimentos na operacionalização da medida imposta no final do mês de
Março, porque em muitos casos obriga os visitantes a terem que se deslocar ao
hospital para realizar o teste, sendo que este apenas é válido por período de
15 dias. O que é impraticável para quem vive nas zonas rurais, como o DIÁRIO já
seu conta oportunamente.
Esta tarde confrontado com as muitas queixas que têm
surgido, admitiu ser necessário alterar o ‘modus operandi’ para facilitar o
acesso aos testes.
“Nós vamos facilitar e munir os próprios lares desses testes
no sentido de facilitar a vida às pessoas”, assegurou, à margem da visita ao
reaberto restaurante Central, no Caniço.
Classificou de “período experimental” as últimas duas
semanas, mas também deixou claro que não quer facilitismo na segurança. Pede “o
máximo de segurança, porque eu não quero situações de mortes nos lares como
aconteceu [no Continente] e temos que ter o máximo cuidado com os lares”,
avisou.
Reconhece porém que tal não impede que o processo de
testagem seja organizado de forma a facilitar a vida de quem pretende visitar
os familiares institucionalizados.
“Por vezes há situações imponderáveis que nós vamos gerindo
em função da pressão que temos”, admitiu. Este é um dos casos que assume não
ser fácil de gerir porque “os serviços estão com grandes graus de exigência” e
a trabalhar ininterruptamente todos os dias da semana.
Mas assume que importa ir adaptado as situações funcionais,
que no caso da testagem dos visitantes, prometeu resolver “o mais rapidamente
possível”. Admitiu que já amanhã seja feita comunicação com alterações a
implementar no processo de testagem.

