O presidente do Governo Regional da Madeira não comenta a
decisão do juiz Ivo Rosa relativamente ao badalado processo da Operação
Marquês, mas tece rasgados elogios à postura intocável do juiz madeirense.
“Não comento” foi a resposta imediata de Miguel Albuquerque
ao ser questionado pelo DIÁRIO em relação a José Sócrates, que acusado de 31
crimes, viu o juiz Ivo Rosa considerar que não havia provas suficientes na
acusação e que alguns crimes já tinham prescrito para não o levar o
ex-primeiro-ministro a julgamento por corrupção passiva de titular de cargo
político e fraude fiscal de elevado valor.
Não comentou a decisão, mas comentou as qualidades do juiz
madeirense, depois de lembrar que também trabalhou “muitos anos em Direito
Criminal. Portanto a visão de uma pessoa que está no Direito é um pouco
diferente do leigo. Uma fase de instrução como é a do processo Marquês não é um
processo definitivo. Mas dá para fazer um juízo de valor, mas eu não vou fazer
enquanto o processo não terminar”, disse.
Já quando questionado se estava solidário com o juiz
madeirense, que tem sido fortemente atacado, Albuquerque foi categórico na
apreciação a Ivo Rosa “uma pessoa de absoluta integridade moral e é um servidor
do Direito. Como todos os juízes pode errar. Agora, eu tenho a certeza, pelo
perfil e por aquilo que eu conheço do juiz Ivo Rosa, que é um homem que tem uma
formação jurídica muito aprofundada – aliás basta estar atento à introdução da
leitura da sentença para perceber – é um homem que tem uma formação ética
inatacável, e por conseguinte, não vou comentar as decisões de um tribunal, mas
relativamente ao doutor Ivo Rosa eu tenho a melhor impressão e sei que é um juiz
que cumpre as suas funções”, concretizou.

