Na audição à
Secretária de Estados dos Assuntos Europeus que decorreu esta semana, na
Assembleia da República, após reunião do Conselho Europeu a 25 e 26 de Fevereiro,
o deputado Sérgio Marques questionou o ponto da situação do processo de
ratificação pelos 27 Estados-Membros da União Europeia (apenas 7 o fizeram)
relativo à decisão de recursos próprios, da qual consta a autorização para a
Comissão Europeia ir aos mercados financiar-se até 750 mil milhões de euros, a
serem injectados nos Planos de Recuperação e Resiliência dos diferentes
Estados-Membros. Uma ocasião em que também questionou o Governo da República a
propósito da Convenção do Futuro da Europa, no sentido de saber para quando é
que se prevê que a Declaração Conjunta venha a ser uma realidade.

Processos
que, conforme vincou, “têm os seus tempos próprios”, mas precisam de ser
agilizados à luz da grave crise que a Europa atravessa e que deve rapidamente
sanar, sob pena da retoma vir a ser prejudicada ou ainda mais adiada.

Sérgio Marques
abordou ainda os atrasos quanto ao processo de produção e distribuição das
vacinas contra a Covid-19, encarados como um sério entrave à retoma da
normalidade e do quotidiano social e económico dos Países europeus.

“É preciso
acelerar a produção e os processos de vacinação de modo a que possamos
sentir-nos mais seguros neste combate e dentro das nossas realidades, mas,
também, para garantirmos que a economia ganha novo alento e segurança,
nomeadamente em setores como o turismo”, frisou o deputado que questionou ainda
a Secretária de Estado dos Assuntos Europeus acerca do feedback da Comissão
Europeia quanto à apresentação do Plano Nacional de Recuperação e Resiliência,
onde Portugal foi pioneiro e está à frente de muitos outros Países, vincando a
importância de se aproveitar a Presidência Portuguesa do Conselho Europeu para
continuar a ser exemplo e a fazer valer os direitos e interesses nacionais
junto da Europa.