“É inaceitável que nestes
dias em que se conhecem novos fenómenos de agravamento da situação económica e
social, quando os problemas da pobreza extrema alastram, os governantes
abandonem os socialmente mais desfavorecidos”, acusou hoje o coordenador
regional do PCP.

Edgar Silva não aceita que
no Funchal estejam a ser desactivados projectos de intervenção social quando
cada vez mais confluem para as ruas da cidade “pessoas desprotegidas, sem
emprego, com quebras abruptas de rendimento e sem abrigo” e diz que é, no
mínimo, “incoerente” que “para além da Câmara Municipal do Funchal, o Governo
Regional da Madeira não esteja a assegurar respostas eficazes e adequadas à
gravidade das carências e das necessidades sociais”.

Os novos processos de
agravamento da pobreza e da exclusão social foram abordados numa reunião com a direcção
da Associação ACA - Associação Conversa Amiga, onde foram consideradas “situações
de asfixia financeira, falta de recursos humanos e ausência de vontade
política, quer do poder regional, como do poder local, para a viabilização de
projectos capazes de prevenir situações de exclusão social e de promover a
reabilitação social”.