O polaco Robert Lewandowski, eleito pela FIFA melhor futebolista
em 2020, não pagou impostos pelos seus rendimentos publicitários até 2016, de
acordo com uma investigação revelada ontem pela revista Der Spiegel.
Segundo a publicação germânica, que analisou "centenas"
de documentos, Lewandowski socorreu-se durante anos de "truques
duvidosos" para se furtar a pagar impostos na Alemanha, país onde joga, ou
na Polónia, de onde é natural.
Aproveitando brechas na legislação polaca, permissiva à
criatividade fiscal, o seu advogado e amigo de infância, Kamil Gorzelnik, terá
adotado uma fórmula legal para a empresa detentora dos direitos de imagem do
futebolista.
"Há riscos, mas há que arriscar para conseguir
benefícios", escreveu Gorzelnik, em email ao assessor de Lewandowski,
Cezary Kucharski.
Inicialmente, o advogado aproveitou uma isenção de impostos de 23
meses e posteriormente fez desaparecer 2,5 milhões de euros das contas da
empresa para poder declarar prejuízos perante a administração fiscal.
"Graças a Kamil, evitei pagar impostos", escreveu
Lewandowski em um e-mail dirigido ao seu assessor.
Desde que o fisco alemão o começou a investigar, em outubro, o
internacional polaco tem evitado falar sobre os seus problemas fiscais: um seu
porta-voz já referiu que Lewandowski sempre cumpriu com a lei e que está a
cooperar com as autoridades dos dois países.
No passado, Cristiano Ronaldo, Messi, Neymar
ou José Mourinho foram alguns dos casos mais mediáticos de fuga ao fisco, com
posteriores acordos com as autoridades tributarias.
