O serviço de apoio domiciliário precisa de mais
contratações para aumentar a sua capacidade de resposta, defende o PCP que
entregou hoje, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, um Projecto
de Resolução com vista à contratação de mais 200 trabalhadoras de ajuda
domiciliária.

Ricardo Lume, deputado do PCP, diz que a Madeira tem cada
vez mais pessoas em situação de dependência física e ou psíquica que não
consegue assegurar, temporária ou permanentemente, a satisfação das suas
necessidades básicas e ou a realização das actividades instrumentais da vida
diária, nem dispõem de apoio familiar para o efeito.

Um problema que se agravou com a Covid-19 e que merece
uma resposta “imediata e eficaz” do Governo Regional.

O PCP recomenda que o Governo “promova a contratação dos
trabalhadores necessários ao suprimento das dificuldades sentidas em contexto
de pandemia, motivadas por redução de pessoal em situação de doença por
contágio com Covid-19, ou em isolamento profilático, em particular, no quanto
se reporta à prestação de ajuda domiciliária”.

É ainda recomendado reforçar a resposta pública e dotar adequadamente
a Região de “acrescidas necessidades de resposta social, do número de
profissionais para se fazer face às urgentes necessidades de ajuda domiciliária”.

Por fim, o PCP pede o reforço da capacidade de resposta
pública da rede de ajuda domiciliária garantida pelo Instituto de Segurança
Social da Madeira – ISSM, IP-RAM, através do aumento do número de contratações,
por forma a dotar a Região Autónoma da Madeira com pelo menos um total de mais
200 trabalhadoras da ajuda domiciliária”.