Actualmente, o Porto Santo conta com dois casos activos e "já
não há aquelas redes de transmissão relacionadas com famílias porto-santenses
que ficaram infectadas pela altura de Natal e fim-de-ano". Daí que agora os
únicos casos positivos se prendam com passageiros que a Ilha Dourada testa na
chegada ao aeroporto.

Quem o diz é o delegado de saúde do Porto Santo, Rogério Correia, esclarecendo que as cadeias existentes “são muito pequenas”
derivadas de “eventuais contactos”. Ao que parece, o Porto Santo volta assim "à sua
normalidade", mas o também director do centro de
saúde local sublinha que tem de continuar a existir “esforço” para manter a ilha como um local "seguro", tal como se constatou "até agora".

O controlo, seja pelo Lobo Marinho, seja por avião, depende
do evoluir da situação epidemiológica nos outros lados. Tivemos um Verão em que
não fizemos qualquer controlo e correu bem. A Madeira está a evoluir bem e se
assim continuar é natural que iremos deixar de fazer o controlo dos madeirenses
que vêm para cá.
— Rogério Correia, delegado de saúde do Porto Santo

Ainda na opinião de Rogério Correia "é natural que se existem cadeias de transmissão na Madeira", o Porto Santo continue a testar viajantes à chegada.

"Esperemos que quando o Lobo Marinho
regressar as cadeias de transmissão na Madeira estejam a ser controladas. Tudo
indica que sim. Se não estiverem acho que devemos de tratar da mesma maneira
que tratamos as chegadas por avião e exigir que as pessoas que cheguem ao Porto
Santo possuam teste negativo", concluiu.