O Presidente da República propôs hoje ao parlamento renovar o
estado de emergência até 16 de março, defendendo que "o futuro
desconfinamento deve ser planeado por fases, com base nas recomendações dos
peritos e em dados objetivos".
Numa nota divulgada no portal da Presidência da República na
Internet, Marcelo Rebelo de Sousa considera que "continua, infelizmente, a
manter-se a situação de calamidade pública provocada pela pandemia
covid-19".
"Não é recomendado pelos peritos reduzir ou suspender, de
imediato, as medidas de restrição dos contactos, sem que os números desçam
abaixo de patamares mais geríveis pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), que
sejam aumentadas as taxas de testagem e a vigilância de novas variantes, que a
vacinação possa cobrir uma parte significativa da população mais vulnerável
para a covid-19, contribuindo para uma crescente imunidade de grupo",
refere.
Marcelo Rebelo de Sousa defende que "o futuro desconfinamento
deve ser planeado por fases, com base nas recomendações dos peritos e em dados
objetivos, como a matriz de risco, com mais testes e mais rastreio, para ser
bem-sucedido".
"Impõe-se, em consequência, renovar uma vez mais o estado de
emergência, para permitir ao Governo continuar a tomar as medidas mais
adequadas para combater esta fase da pandemia", acrescenta.
Este é o 12.º diploma do estado de emergência que Marcelo Rebelo
de Sousa submete para autorização do parlamento no atual contexto de pandemia
de covid-19, e será discutido e votado pelos deputados na quinta-feira à tarde.
A renovação do estado de emergência tem aprovação assegurada, com
o apoio de PS, PSD, CDS-PP e PAN.
O período de estado de emergência atualmente em vigor termina às
23:59 da próxima segunda-feira, 01 de março. Esta renovação terá efeitos no
período entre 02 e 16 de março.
