“É essencial que a Madeira e o Porto Santo
sejam alvo de uma atenção muito mais especial e redobrada para o futuro, por
parte da TAP, tanto mais nesta fase de retoma em que as ligações aéreas assumem
uma importância vital” começou por afirmar, hoje, o deputado Paulo Neves, na
audição que decorreu ao Presidente da companhia, numa oportunidade em que fez questão
de lamentar não só os preços praticados como o facto da transportadora nacional
não ter ligações diretas ao Porto Santo.
“É profundamente lamentável que o Porto
Santo não tenha, neste momento, voos regulares com Lisboa, é inaceitável”,
afirmou, a este propósito o deputado, não sem frisar as oportunidades que está
abertura traria para aquela ilha, concretamente do ponto de vista do turismo
nacional
Paulo Neves que, perante Miguel
Frasquilho, reiterou a necessidade da companhia disponibilizar mais frequências
e tarifas aceitáveis e não semelhantes aos “assaltos do passados em termos dos
preços praticados”, desafiando o Presidente da TAP a olhar para a Madeira como
“uma oportunidade de negócio, particularmente do longo de vista turístico” e a
estabelecer, nesta lógica, voos diretos entre a Região e os seus principais
mercados emissores, nomeadamente a Inglaterra, Alemanha, França, Itália e
Espanha.
Voos que, no seu entender e na sequência
das várias diligências assumidas nesse sentido, Paulo Neves assinala como
fundamentais para as nossas comunidades, nomeadamente da Venezuela e África do
Sul, apelando a que a TAP repense, também aqui, o seu posicionamento comercial.
“A verdade é que a TAP atravessa um
momento terrível devido à incompetência e ao fundamentalismo ideológico do
governo do PS, acrescido das consequências da COVID-19 na aviação internacional
e temos de ter uma estratégia clara que permita alavancar a sua atividade,
privilegiando a acessibilidade e as oportunidades que existem dentro do
território português que não podem continuar a ser negligenciadas”,
rematou.
