O
partido Chega-Madeira desafiou, esta tarde, através de comunicado, o Governo
Regional a rever as prioridades para aplicação das verbas do Plano de Recuperação
e Resiliência, criticando os valores destinados à habitação social e
considerando insuficiente o montante reservado para o apoio às empresas.

“O
Governo regional criticou o facto da Região Autónoma dos Açores receber mais 67
milhões em relação à Região Autónoma da Madeira mas se for analisada com
atenção a gestão prevista dos 691 milhões de euros [o valor que consta do Plano
é de 561 milhões] que competem à Madeira, levanta algumas dúvidas em relação às
prioridades desta governação”, observa a representação regional do referido
partido, que é liderada por Fernando Gonçalves.

No
entender do Chega-Madeira, o investimento de 136 milhões de euros na habitação
social “não é muito claro” e representa “uma medida populista para angariação
de votos”. Além disso, sublinha que “os inquilinos afetos ao IHM têm uma dívida
de 19 milhões de euros para com o instituto”, o “que parece não incomodar” o respectivo
conselho de administração.

Por
outro lado, o Chega constata que “para as empresas irão apenas 162 milhões de
euros”. “Parece-nos muito pouco este montante. Aqueles que geram emprego e que
fazem a economia mobilizar são os menos valorizados, tendo em conta a gestão de
fundos admitida pelo Governo Regional. Lembramos ao Governo Regional que a
manutenção das empresas e dos postos de trabalho será de vital importância para
o desenvolvimento da economia regional. Se os ignorarmos, iremos ter mais
desemprego, mais pessoas dependentes do estado, menos desenvolvimento e menos
saúde financeira”, lê-se na nota partidária, que sugere ao executivo de Miguel
Albuquerque um aumento do valor destinado às empresas e trabalhadores
independentes e que o respectivo processo de atribuição seja menos burocrático
e mais célere.

O
Chega também se pronuncia sobre um suposto montante de “cerca de 100
milhões de euros que será aplicado na ampliação do porto do Funchal” e que, no
entender deste partido, não é um investimento prioritário. Acontece que tal
investimento foi reivindicado pelo Governo Regional mas não consta do Plano de
Recuperação e Resiliência.