Segundo a nota, "a média nacional foi de 19,8%, sendo que cerca de 2.037 milhares de pessoas (mais de dois milhões) em Portugal estavam em risco de pobreza ou exclusão social. Face a 2019, no todo nacional este indicador baixou 1,8 p.p.", o que significa que não só a Madeira contrariou a tendência nacional, como agravou a distância, uma vez que aqui praticamente um em cada três residentes está em risco de pobreza, contra quase um em cada cinco no país.
Os restantes dados desta iniciativa realizada anualmente na Região Autónoma da Madeira (RAM) dizem respeito ao ano anterior, 2019, num ano em que, por exemplo, "a taxa de risco de pobreza (que corresponde à proporção da população cujo rendimento equivalente se encontra abaixo da linha de pobreza) calculada com a linha de pobreza nacional foi de 16,2% no país (-1,0 pontos percentuais – p.p. face a 2018), sendo que na RAM atinge 26,3% (-1,5 p.p. que em 2018). Por regiões NUTS II, o valor mais baixo foi registado na A.M. Lisboa (11,1%) e o mais elevado na R.A. Açores (28,5%)".
O denominado Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (ICOR), que se resume como uma operação estatística de âmbito nacional e da responsabilidade do Instituto Nacional de Estatística (INE), pretende saber:
- da composição e distribuição do rendimento das famílias e dos indivíduos;
- das condições de vida (condições de habitação e conforto, capacidade financeira, etc.);
- do impacto das transferências sociais ao nível da pobreza e exclusão social;
- da ligação entre a pobreza e exclusão social e a atividade económica, emprego, tipologia sociofamiliar, educação, saúde e habitação.
Os dados divulgados hoje referem-se a alguns resultados provisórios do ICOR, "realizado entre Março e Setembro de 2020, relativos aos rendimentos monetários líquidos anuais de 2019", frisa a DREM.
