O núcleo concelhio do Chega em Santa Cruz deu seguimento, esta segunda-feira, dia 1 de Fevereiro, ao périplo que tem vindo a encetar desde que foi constituído por todas as freguesias do concelho santa-cruzense. Hoje deslocaram-se, concretamente, ao Caniço de Baixo, onde procuraram aferir a opinião dos populares sobre a obra de requalificação da promenade dos Reis Magos, anunciada pelo executivo camarário de Santa Cruz.
"Questionaram-se vários populares sobre o que achavam e o que sabem sobre a obra que este executivo camarário tanto apregoa. Ao que nos foi respondido que nada sabem e que nunca viram tal projecto".
Segundo o Chega, a referida empreitada é alvo de recriminações por parte dos canicenses, que condenam "o uso de verbas públicas numa altura de incerteza, de dificuldades sociais e económicas numa obra que não passa de mais betão em cima de betão, perdendo cada vez mais a assinatura natural da zona".
Face ao exposto o partido questiona se o executivo JPP colocou a debate estes vários projectos para que a população pudesse opinar e ainda a pertinência da mesma, ao mesmo tempo que acusa o presidente da Câmara de Santa Cruz de "copiar na íntegra" a "política do betão" do Governo Regional.
"O Sr. Presidente de Santa Cruz é constante no copiar na íntegra aquilo que tem vindo a criticar do governo Regional, a tal política do Betão. Será que este presidente terá tempo para responder à população dado que está atarefadíssimo às muitas inaugurações em ano de eleições? Será que este executivo manterá os tiques de ditadura que só mostrará os projectos apenas e só quando entender? Ou quando a população o solicitar?"
Recorde-se que Filipe Sousa anunciou, na passada sexta-feira, um investimento de cerca de 276 mil euros vai requalificar, do ponto de vista urbanístico, a promenade dos Reis Magos. As obras iniciam-se em Março e deverão estar concluídas em Maio, antes do início da época balnear.
Relativamente à polémica gerada em torno da requalificação do Largo da Achada, na Camacha, o Chega diz ser "totalmente alheio" às petições que têm sido feitas, mas lembra que foi "o único partido que se deslocou à Camacha solicitado por populares".
Na quarta-feira, um grupo de pessoas interessadas criou uma petição a pedir a partilha imediata do projecto final para esta zona. O autarca santa-cruzense diz que a dita petição “tem por trás objectivos políticos” em ano de eleições autárquicas.
Já o Chega considera que "o sentimento que se sente é de engano por parte deste executivo" e desafia Filipe Sousa a "saber aceitar críticas".

