O navio de cruzeiro 'Amera' cancelou a escala que tinha prevista para este fim do ano no Porto do Funchal, assim, ao invés dos 13 navios previsto, a baía do Funchal contará com 12 cruzeiros.

"Temos pena do cancelamento, gostaríamos que não acontecesse", disse ao DIÁRIO, Paula Cabaço, presidente da APRAM – Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira, indicando que o cancelamento prende-se por "condições atmosféricas adversas".

Apesar disso, a engenheira destaca que o Funchal receberá um número de escalas semelhante ao
registado antes da pandemia, em 2019, um motivo de orgulho.

Desde Outubro deste ano, mês em que a industria retomou a actividade com alguma regularidade, e até 31 de Dezembro, o Porto do Funchal estima contabilizar "mais de 100 escalas", quase a igualar as registadas em 2019. Das escalas previstas para esse período, a Madeira registou apenas três cancelamentos (contabilizando com o 'Amera'), dois deles por motivos de mau tempo. "Temos motivos para estar satisfeitos”, vincou.

Ter, em contexto pandémico, 12 navios de cruzeiros e um
veleiro, naturalmente que a Região deve se sentir muito orgulhosa deste feito
porque demonstra que continuamos a ser um destino muito atractivo, que as
companhias confiam no destino e no Porto para realizar estas operações.
— Paula Cabaço, presidente da APRAM

Reforço do pessoal

As operações deste fim-de-ano vão mobilizar vários cruzeiros e cerca de 20 mil passageiros, o que obriga "a uma grande gestão da bacia portuária" refere Paula Cabaço, explicando que como o Porto do Funchal não tem capacidade para receber os 12 navios simultaneamente serão realizadas "muitas manobras", com o objectivo de "satisfazer ao máximo os pedidos das companhias" e permitir o desembarque dos passageiros.

Entre hoje e o dia 1 de Janeiro vão atracar no Porto do Funchal nove navios de cruzeiro, para os restantes navios a APRAM disponibiliza baleeiras para garantir o embarque e desembarque de passageiros na Marina.

Face ao número de operações e aos novos procedimentos de contenção da pandemia de covid-19, os colaboradores foram reforçados, de forma a “garantir a segurança das operações e da gestão dos passageiros dentro da Gare Marítima", afirma a presidente da APRAM.

Temos esperanças que em 2022 se mantenham as reservas que
temos vindo a receber e acreditamos que possa haver já uma aproximação do
número de passageiros que tivemos no passado.
— Paula Cabaço, presidente da APRAM