A incapacidade de se tomar uma decisão
sobre o futuro aeroporto de Lisboa é “lamentável”. Quem o diz é o ministro da
Economia que pede entendimento político para que se cumpra o desejo de muitos,
tanto mais que “o tempo tem um valor cada vez maior”.

Mude-se a lei porque a actual
impede a tomada de decisão, pois haverá sempre alguém contra, refere Pedro Siza
Vieira.

O governante refere, contudo, que
não vale a pena ter novo aeroporto se não houver TAP que responsabiliza pelo
crescimento da conectividade de Lisboa por ali ter o seu ‘hub’. Daí que julgue
que “a TAP é das empresas mais críticas no futuro colectivo”.

Mais, refere que o grande esforço no plano de recuperação da TAP “é um investimento”, assumindo que esta
visão é impopular. Mas prefere que assim seja do que outras opções que geram
arrependimento, sublinhando a tese que se Portugal deixar a TAP morrer ficará
longe de tudo.

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Honrado “por servir o governo e o
País”, Pedro Siza Vieira surgiu no 46.º congresso da APAVT a explicar que está
a tratar da Economia por “motivação”

Assume ter fascínio antigo pela
política enquanto forma de organização colectiva mas estreou-se activamente no
executivo nacional. De resto, foi dos poucos a dar a cara na noite eleitoral em
que Fernando Medina perdeu Lisboa. E pouco mais.

Entende que Portugal é um País
previsível, com estabilidade, com impressão externa de grande coesão nacional. Espera
muito que isto seja preservado, mesmo sem Orçamento, o que entende não ser
grave. No actual cenário, apenas teme impasse resultante das eleições que não definam
com clareza quem vai governar o País.