“A Volta está de volta”, afirmava José Manuel Rodrigues,
para destacar o regresso desta prova ao calendário regional, após ter sido
cancelada o ano passado devido às condicionantes da pandemia. “É um sinal de relativa
normalidade, mas ainda temos um longo caminho a percorrer para vencer esta pandemia.”
Esta volta representa muito, porque faz parte do calendário
de Natal e Fim de Ano da Madeira. Acho que não há passagem de ano na Madeira
sem a nossa São Silvestre, a mais antiga da Europa.
Sobretudo, atesta o presidente do Parlamento Regional, a
prova é importante “pelo que representa, contribuindo para favorecer, fomentar
e promover o exercício físico, porque apostar no exercício físico é reduzir os
custos com a saúde”, o que é “ainda mais significativo”, num ano em que a pandemia
ainda é assunto.
Quanto mais promovermos uma educação para a saúde – e isso
passa pelo exercício físico e pelo desporto para todos – menos custos vamos
ter, menos problemas de saúde vamos ter.
Quando questionado se considera arriscado o facto de,
contrariamente ao ano passado, a São Silvestre se ter realizado em 2021, José
Manuel Rodrigues assevera: “Acho que não”. Considera que estando a pandemia a
evoluir para uma endemia, “voltar atrás e confinar, ter medidas de condicionamento,
é praticamente impossível porque as pessoas não querem cumprir.”
Temos de fazer o que é possível para cada um se proteger a
si próprio, à sua família, e a saúde pública. Desse ponto de vista, realizar
esta prova com todas as condições de segurança penso que foi um sinal de
relativa volta à normalidade, e que não advirá grandes consequências para a
saúde pública.

