O Grupo do Partido Socialista à
Assembleia Freguesia da Sé (Grupo PS-Sé) apresentou ontem, por ocasião da 2.ª
sessão ordinária da Assembleia de Freguesia, um projecto de deliberação para a
Intervenção Social na Freguesia da Sé, que será levado à discussão na próxima
reunião ordinária, já em 2022.

O plano de intervenção social
apresentado por Diogo Goes contempla medidas de apoio às vítimas de violência
doméstica e prevenção e combate à violência contra seniores, a implementação de
uma estratégia local para o envelhecimento activo, criação de equipas
multidisciplinares de intervenção local para assistência domiciliária e
reinserção dos sem-abrigo; desenvolvimento de acções de prevenção primária nas
áreas da saúde e a literacia em saúde; realização de rastreios em parceria com
instituições e profissionais de saúde e apoio aos cuidadores informais, entre
outras. Estas matérias serão discutidas, de forma aprofundada, na próxima
sessão.

Orçamento da Freguesia da Sé: “Vago
e pouco ambicioso”

Na discussão do orçamento para 2022,
Diogo Goes, que liderou a lista da Coligação Confiança a este órgão autárquico,
indicado pelo PS, classificou o orçamento como “vago e pouco ambicioso”.
“Desconhecem-se quais as actividades que efectivamente a Junta diz querer
promover”, faz saber através de comunicado.

“Os cidadãos correm o risco de suspeitar que o actual executivo
inscreveu verbas no orçamento mas que não sabe em que vai gastar”, referiu o
porta-voz.

O Partido Socialista lamenta ainda que o actual executivo não tenha tomado em consideração quase nenhuma da
centena de propostas apresentadas pelo Grupo PS-Sé para o orçamento e plano: “Lamentamos que a direita política tenha recusado incluir no seu plano, a
programação de actividades que contribuíram para a prevenção e combate da
violência contra mulheres e para a erradicação da pobreza”, refere Diogo Goes.

O PS tinha proposto ao executivo, um programa para assinalar, ao
longo do ano, várias datas que as Nações Unidas consideram importantes,
como o Dia Mundial da Consciencialização da Violência contra as Pessoas
Idosas, o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres e
o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.

Diogo Goes, classifica como “lamentável”
que a direita política não reconheça a importância destas datas e, com isso,
“desvalorize a dignidade humana e a efectivação dos direitos sociais em
concordância com os princípios constitucionais e com a declaração universal dos
direitos do Homem”. O porta-voz socialista denunciou ainda a este propósito
que, de acordo, com os dados da rstatística, “a Madeira é a Região do
país que regista as mais elevadas taxas de risco de pobreza ou exclusão e de
privação material severa e, tendo em conta que a população sénior da freguesia
continua a ser uma vítima deste flagelo, as verbas previstas neste orçamento
para o apoio social continuam a ser manifestamente insuficientes”.

Por essa razão, o Partido Socialista apresentou
ontem, em Assembleia, a recomendação ao executivo da freguesia para que o
orçamento participativo tenha um cariz temático, possibilitando assim que as
verbas alocadas se destinem ao apoio a projectos de intervenção social na
freguesia.

Diogo Goes denuncia a
insensibilidade do executivo para com a Cultura

Sobre a Cultura, Diogo Goes, refere que
“são anedóticas as verbas inscritas para o desenvolvimento de actividades de
interesse cultural para a freguesia, e tal é demonstrativo da incapacidade do actual
executivo cumprir as inúmeras promessas apresentadas durante a campanha
eleitoral para esta área”.

“A direita demonstra, mais uma vez, a sua
insensibilidade com o setor da Cultura, quando este pode ser um importante
instrumento de dinamização económica e social da freguesia”,
lê-se no mesmo comunicado.

O Partido Socialista viu ainda as
suas propostas de alteração ao regimento aprovadas.