Boa noite!
Os jornais nacionais desta segunda-feira deviam chegar à Região às 9h55 de
hoje. Deviam mas não chegaram. Tudo porque a TAP, alegando falta de pessoal efectivo, resolveu não carregar a imprensa escrita nacional no voo reservado para o efeito.
Só quando confrontada com a inacreditável privação, a
companhia aérea resolveu o embaraço em que se colocou. Assim, em vez de virem
no primeiro voo do dia, os jornais só chegaram à Madeira ao final da tarde,
lesando todos quantos não dispensam a informação no formato tradicional.
Mais uma vez, os madeirenses foram vítimas da prepotência
nacional, com a cumplicidade daqueles que se agacham a Lisboa e nada fazem para
que este tipo de abusos cessem.
A estes desvarios pagos pelos contribuintes juntam-se o menor número de frequências entre Lisboa e
a Madeira, as lamentáveis situações de ‘overbooking’ que até crianças têm deixado
em terra e os preços escandalosos para viagens de hora e meia.
Ou a TAP emenda a mão em larga escala e pede desculpa o quanto
antes ou então importa accionar já os mecanismos que reponham normalidade, justiça
e bom senso.
Não podemos permitir novos atentados
ao direito à informação e à cidadania plena., a exemplo do que aconteceu, no ano
passado, quando os repentistas locais não asseguram o transporte de jornais e revistas ao limitarem as ligações aéreas e quando quiseram proibir, sem justificação, nem
sucesso, a venda de jornais em tabacarias e quiosques. Como se lembram, reclamamos e foram obrigados a um
recuo inédito. Por isso, voltamos à carga, sempre que for preciso.