Boa noite!
. Por vezes valorizamos o que deixamos de ter, sem antes
pressentir a oportunidade perdida. Talvez seja altura de emendar o destino para
que não voltemos a esbanjar momentos ou palavras que podem fazer falta.
. O José Paulo do Carmo decidiu fazer um interregno numa das
suas paixões com um até já. Acreditamos que as suas crónicas voltarão ao DIÁRIO.
Ele só pediu para parar porque é honesto. Mesmo para quem "escreve muitas
vezes sobre a alma da existência, porventura o lado B, o menos óbvio e o mais
desconcertante" é preciso tempo, que agora lhe falta para que possa
desempenhar com mestria o que tão bem sabe fazer. Tomara a mim poder parar de
modo a conseguir escrever o que ainda me falta partilhar mas, como o próprio
admite “não é nada fácil apresentar todos os dias um
jornal tão rico de conteúdo e tão cheio de valores, quando muitas vezes o mais
fácil numa ilha em que toda a gente se conhece seria sucumbir perante
interesses e pressões”. Resta-nos agradecer a generosa dádiva
semanal daquilo que é essencial e gerador de dialética.
. A todos os que durante 24 anos tudo fizeram para que a TSF
se mantivesse ‘no ar’ a minha gratidão. A rádio está viva por mérito de muitos,
o sacrifício de alguns e a dedicação de todos.
. Ainda não e desta que o Filipe Santos Costa se livra do jornalismo apesar de ir viver para o Japão. É bom saber que a CNN Portugal terá um correspondente madeirense em Tóquio de modo a olhar de perto para o fulgor asiático.
. A Madeira registou na terça-feira 51 novos casos de covid, número
que não se via desde Agosto e hoje mais uns quantos. Mais do que usar estes
números em manobras alarmistas ou em ameaças de novo confinamento, importa apelar
à responsabilização colectiva, à vacinação e a que ninguém descure atitudes
preventivas no combate à pandemia que veio para ficar. Desinfectar as mãos com
regularidade e usar máscara não custa nada. O que podia custar mais, sobretudo
aos negacionistas, era acabar com testes gratuitos a quem tudo fez para não ser
vacinado.
. O dia foi trágico nas nossas estradas. Se conduzir pense nos
outros, nos distraídos ou nos indefesos, nos lentos e nos acelerados. Se é peão
seja prudente. Infelizmente, os carros são armas.