Foi
hoje aprovado, na Assembleia Municipal de Santa Cruz, o pacote fiscal para o
ano de 2022. Pacote que prevê nomeadamente a manutenção do IMI na taxa mínima,
o IMI familiar e a devolução de 20% do IRS. Estas medidas tiveram aprovação de
todas as forças partidárias. O ponto que gerou mais conflito foi a Derrama que
continuará a ser aplicada às empresas com mais de 150 mil euros de lucro.

PSD
e PS queriam a abolição da taxa em nome do apoio às empresas e à economia, mas
Filipe Sousa lembrou que esta medida constava do programa eleitoral que foi
sufragada pela maioria do povo em Santa Cruz.

O
autarca questionou a oposição sobre como esta iria governar com menos 1,3
milhões de euros. Argumentou ainda que nenhuma empresa saiu do concelho por
causa deste imposto. Muito pelo contrário, pelo menos três grandes empresas
transferiram a sua sede para Santa Cruz.

Filipe
Sousa acusou a coligação PSD/CDS de apenas defender os interesses dos grandes
empresários, os mesmos que antes tinham tapete vermelho para entrar na Câmara e
que decidiam de fora para dentro. Lembrou, por outro lado, que a Banca é o
tecido empresarial que mais contribui.

Já
Élvio Sousa, deputado do JPP, realçou que o PSD sempre esteve ao serviço dos
grandes interesses, enquanto que o JPP está ao serviço do povo. “Quando o povo
está unido, não há interesse corporativo que o derrube”.

O
deputado lembrou que em 2013 o mesmo PSD que hoje defende a anulação da
Derrama, defendia um aumento generalizado de impostos, que foi precisamente
travado pelo JPP. “Os senhores deviam era ter vergonha de gastarem o dinheiro
do povo quando pagam 21 milhões para nomeados políticos”.

Na
reunião, foi ainda aprovado um voto de louvor e entrega de medalha municipal a
Arlindo Gouveia, ex-autarca do PSD e depois independente. Ao justificar este
reconhecimento, Filipe Sousa lembrou um episódio ocorrido em 2013, quando o PSD
aprovou um voto de protesto pelo facto do JPP ter encetado uma providência
cautelar para evitar o aumento do IMI para as famílias de Santa Cruz. Nessa
altura, Arlindo Gouveia foi o único deputado do PSD que votou contra o voto de
protesto, exatamente porque sempre defendeu o povo e não as lógicas
partidárias. O voto de louvor e medalha a Arlindo Gouveia acabaria por ser
aprovado com os votos do JPP e com os votos contra da Coligação PSD/CDS e com a
abstenção do PS.

Aprovado
foi também um voto de louvor e atribuição de medalha municipal à Irmã Conceição
Mendonça, do Externato São Francisco de Sales. Este voto foi aprovado por
unanimidade.