Ainda que admitindo que o
tempo para a campanha Nacional será curto e que, antes das Legislativas de 30
de janeiro, o PSD nacional terá de passar pela clarificação da sua liderança
política, o Presidente do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque, acredita que é
possível alcançar um bom resultado nas próximas eleições, algo que considera
“fundamental para reforçar a representação da Madeira na Assembleia da
República e, consequentemente, a defesa dos interesses de todos os
Madeirenses”.
Declarações proferidas, esta
tarde, no encontro de Militantes na Calheta, onde o Líder dos Social-democratas
apelou, mais uma vez, à união e mobilização do Partido em torno deste objetivo,
vincando que esta é, também, uma oportunidade para derrotar, mais uma vez,
António Costa, “alguém que apenas se limitou a usar os seus poderes de Estado
para prejudicar e discriminar, a todos os níveis, a população da Madeira e do
Porto Santo”.
Miguel Albuquerque que,
tecendo duras críticas ao Governo da República e vincando que, ao longo dos
últimos seis anos, o PS, a liderar o País, não só prejudicou a Região como,
também, foi o principal responsável pelo atraso sem precedentes que Portugal
atravessa, foi claro ao sublinhar a importância de mudar este estado de coisas,
já nas próximas eleições.
“Temos capacidade e temos,
acima de tudo, a obrigação de maximizar todas as forças anti esquerda para que
possamos alcançar a maior representação que conseguirmos no parlamento
nacional, uma representação parlamentar que tenha mais força e seja capaz de
defender a Madeira e reivindicar aquilo a que os nossos cidadãos têm direito”,
disse, a este propósito, reiterando a sua estratégia de propor uma candidatura
em coligação com o CDS à Assembleia da República, proposta essa que será
apresentada no Conselho Regional do PSD/Madeira que terá lugar no próximo
sábado, no Porto Moniz.
Albuquerque que, nesta
oportunidade, fez também questão de reconhecer o excelente resultado alcançado
nas Autárquicas, neste concelho, resultado esse que deriva da unidade,
mobilização e organização de todos os Militantes, mas, também, da
extraordinária capacidade do seu Partido envolver e contar com a força dos mais
jovens, características que fazem toda a diferença e com as quais espera contar
no combate político do próximo mês de janeiro.
“Tenho, efetivamente, uma
grande honra de presidir a um Partido que, há 43 anos no poder, ainda consegue
ter esta capacidade de regeneração, de mudança e de continuar a liderar uma
agenda política para a Madeira”, frisou.

