As Jornadas
Parlamentares PSD/CDS, que junta os dois partidos da maioria parlamentar e o executivo, com vista a debater o
Orçamento Regional para 2022, "foram extremamente importantes, até porque virão momentos
desafiantes no futuro", frisou o líder parlamentar centrista, António Lopes da Fonseca, que destaca a importância da estabilidade, da credibilidade e da confiança que esta solução política garante.

Na sua intervenção, o deputado frisa que "por um lado, temos os efeitos, sob a nossa sociedade, da
pandemia pelo covid-19 e temos que continuar a fazer com que a população
entenda a necessidade de cumprir com as normas de segurança, pois o nosso equilíbrio social
e econômico vai depender, sobretudo da forma como as populações irão
encarar a pandemia".

Por outro lado, o líder parlamentar do
CDS constata que "temos que aprender a viver com
a pandemia porque ela veio para ficar e, certamente, vai influenciar não só o
Orçamento de 2022, mas todos os próximos Orçamentos".

Lopes da Fonseca
destacou na sua intervenção que "temos aqui três factores que são essenciais
para o equilíbrio orçamental, mas também para que a sociedade madeirense e
porto-santense entenda a importância deste governo", e enumerou "a importância da
estabilidade, a importância da credibilidade e da confiança", porque "é
isso que nós temos tido ao longo destes dois anos e que, da parte do CDS, tudo
faremos para que esta mesma estabilidade, credibilidade e confiança se mantenha
porque é verdadeiramente o interesse das populações que tem de estar a
nortear todo o nosso comportamento".

E, acredita, "é isto que tem sido feito, nos dois
grupos parlamentares". E confia: "Estamos a olhar para as populações, focados no interesse delas
e das famílias, no interesse das empresas que são quem cria emprego, focados
nestes que são factores cruciais para mantermos este destino da nossa região
que, felizmente, estamos a ultrapassar, mas que exigirá de nós cada vez mais
este equilíbrio e esta confiança mútua para que as populações continuem a
acreditar neste projeto que se irá manter até 2023 e, certamente poderemos
prolongá-lo para além de 2023."

Neste Orçamento ainda por discutir no Parlamento, "continuamos a ter as preocupações sociais que estão salvaguardadas pelas verbas
que nos foram apresentadas na intervenção do secretário regional das Finanças,
Dr. Rogério Gouveia, e por outro lado, temos também incrementos
substanciais na ordem dos milhões de euros, sobretudo para a área econômica, o
que se revela uma boa notícia para as empresas", aponta.

Neste sentido, Lopes da Fonseca acredita que "nós
estamos aqui para defender as populações, os seus interesses, e para que as
pessoas percebam cada vez mais que os partidos existem para irem ao encontro
dos problemas das populações e resolvê-los".

O líder da bancada centrista terminou com uma certeza: "Muito mais do que se preocuparem com 'quezílias internas' dos próprios partidos, temos é que preocupar-nos
com a oposição, no sentido em que iremos continuar a priorizar a resolução dos
problemas das populações, independentemente daquilo que cada um considere que é
o melhor para as mesmas porque, na verdade, foi em nós que as populações
depositaram confiança e não na oposição. Quem governa para as populações é esta
maioria e não é a oposição que vai governar a Madeira nos próximos anos!'."