O Representante da República para a Região Autónoma da Madeira, o Juiz
Conselheiro Ireneu Cabral Barreto, presidiu, hoje, na Avenida do
Mar e das Comunidades Madeirenses, Cerimónia do Dia do
Armistício da Grande Guerra, organizada pelo núcleo do Funchal da Liga dos Combatentes. O seu discurso fica marcado por um elogio ao papel desempenhado actualmente pelos militares, nomeadamente no combate ao novo coronavírus.
"Certamente por há
décadas não experimentarmos um conflito próximo, a centralidade das Forças
Armadas no nosso país tem sido objecto de muitas incompreensões", começou por observar Ireneu Barreto, para depois sublinhar que "ironicamente, foi o
aparecimento de um inimigo tão pequeno quanto perigoso que fez relembrar a
muitos que umas Forças Armadas modernas são essenciais, mesmo num contexto de
paz".
O Representante da República relevou "as tarefas essenciais
que os nossos militares desempenharam, em coordenação com as autoridades civis,
no combate à covid-19", apontando como exemplos as tarefas "de organização logística, de apoio e coordenação, de acolhimento de
doentes em instalações hospitalares próprias, de suporte à execução do estado
de emergência e até de desenvolvimento de um ventilador".
"Todas desempenhadas
com um brio e eficiência que são uma fonte de prestígio para as Forças Armadas", vincou.
Ireneu Barreto salientou, contudo, que homenagear os militares passa também por dar-lhes "visibilidade e condições de
vida dignas", enaltecendo a aprovação do regime específico para os antigos combatentes residentes
na Madeira e no Porto Santo.
Não obstante, nota que" há ainda um longo caminho a percorrer
para que, a todos aqueles que necessitem, lhes seja concedido o apoio na doença
e nas condições de vida".
Eles tudo deram por nós e é tempo de lhes dizermos do
nosso respeito e da nossa consideração. Com efeito, aos nossos Antigos Combatentes devemos a criação de condições para que tenhamos orgulho na nossa História colectiva.

