O Presidente da
República, Marcelo Rebelo de Sousa, entregou hoje, em Vila Real, o prémio D. Diniz
2021, atribuído pela Fundação da Casa de Mateus, ao escritor madeirense José
Viale Moutinho pela sua obra "Cimentos da Noite", editada por Edições
Afrontamento.

José Viale Moutinho
nasceu em 1945, no Funchal.
É jornalista, escritor e tem realizado investigações sobre a vida e a obra de
alguns escritores portugueses do século XIX, recuperando epistolografia e
textos inéditos ou esquecidos de Camilo Castelo Branco, Trindade Coelho,
António Nobre e Joaquim de Araújo, entre outros.

Após dois anos de interrupção,
devido à pandemia de covid-19, foram hoje entregues os prémios a Jorge Silva
Melo, vencedor em 2020 com o seu livro "A Mesa está Posta", editado
por Edições Cotovia, e a José Viale Moutinho, premiado em 2021. As duas obras
foram escolhidas unanimemente pelo júri presidido por Nuno Júdice, e que
integra ainda Fernando Pinto do Amaral e Pedro Mexia.

Durante a cerimónia,
Marcelo Rebelo de Sousa considerou que o D. Diniz é um "prémio de
consagração" e disse ser leitor dos premiados, que felicitou pelo
galardão. Em Vila Real, o Presidente da República quis celebrar "o prémio,
os vencedores, a fundação e o fim dos interregnos" e aproveitou também
para anunciar que vai entregar "ao anfitrião", Fernando Albuquerque,
a Grã-Cruz da Ordem do Infante "que há tanto tempo" anda para lhe
entregar.

Fernando Albuquerque é
diretor-delegado da Fundação da Casa de Mateus. "À medida que os anos
passam, que as décadas decorrem, não podemos correr o risco de termos, não
direi outra pandemia, mas outros interregnos que nos separem, agora que nos
reencontrámos em boa hora", salientou. A cerimónia, sem data anunciada,
acontecerá na Casa de Mateus ou no Palácio de Belém, considerando o Presidente
da República que se poderá tratar de uma "grande ocasião para Vila Real
invadir Belém".

A Fundação da Casa de
Mateus foi instituída em 1970 e os seus estatutos definem como objetivos a
conservação, o restauro e melhoramento da Casa de Mateus, em Vila Real, e,
ainda, a promoção de eventos culturais, científicos e pedagógicos. Entre eles o
Prémio D. Diniz, que foi instituído em 1980 e distingue anualmente uma obra de
poesia, ensaio ou ficção. A lista de premiados inclui Agustina Bessa Luís
(1980), José Saramago (1984), Eduardo Lourenço (1995), António Lobo Antunes
(1999), Maria Teresa Horta (2011) ou Helder Macedo (2018).