"A Guarda Nacional Republicana (GNR), no
âmbito da prevenção e do combate à violência, ofensas, ameaças e qualquer tipo
de intimidação em contexto escolar, hoje, dia 20 de Outubro, associa-se ao Dia
Mundial de Combate ao bullying, pela relevância que representa na vida das crianças e jovens", anuncia em comunicado a instituição.

Recordando que "numa altura em que milhares de
crianças e jovens retornaram às atividades letivas após os períodos atípicos de
confinamento e de interrupções reiteradas
provocadas pela pandemia Covid-19, a Guarda
pretende alertar e sensibilizar a população em geral e, em particular, as
crianças e jovens, os quais serão as mulheres e homens de amanhã, para a
relevância da temática com o objetivo de apelar a uma estratégia de
consciencialização, que visa contribuir para a mudança de comportamentos da
sociedade e para a progressiva intolerância social face à violência nas
escolas".

Aliás, "a violência ocorre fora da visão
dos adultos e grande parte das vítimas não reage ou denuncia a agressão
sofrida, pelo que esta sensibilização é extensível aos pais, professores e
funcionários pelos sinais de alerta que devem procurar denunciar e saber
reconhecer, nas escolas e em ambiente familiar".

Reforçando que "o bullying é um conjunto de
atos que servem para descrever atos de violência física ou psicológica,
intencionais e reiterados, praticados por uma ou mais pessoas no contexto de
uma relação desigual de poder, causando dor e angústia na(s)
vítima(s)", a GNR aponta que "atualmente, e associado ao recurso às novas tecnologias,
nomeadamente as redes sociais, o bullying tem assumido novos contornos,
dando origem à vertente virtual do ciberbullying".

Desta forma, uma vez que, "por norma os sinais de alerta são
silenciosos", aconselham "os pais, professores e todos os cuidadores a
estarem atentos a sinais, tais como alterações de humor, abatimento físico e/ou
psicológico, sinais de impaciência ou ansiedade, queixas físicas permanentes
(dores de cabeça, de estômago, perturbações no sono, nódoas negras),
irritabilidade extrema, ou qualquer outra mudança de comportamento".

E continua: "Pese embora o bullying não se
encontrar tipificado na legislação penal como crime, o mesmo está associado a vários crimes tais como crimes de ofensas à integridade física, injúrias, ameaça e
coação, correspondendo os dois primeiros aos comportamentos mais
frequentes."

A GNR está atenta à problemática e "desenvolve um esforço
significativo naquilo que são as iniciativas relacionadas sobre a temática em
concreto, nomeadamente em ações de sensibilização e campanhas, com temas
associados à violência, à cidadania e não-discriminação, aos direitos humanos e
direitos da Criança ou regras quanto à utilização da internet", garante.

Assim, "no âmbito das suas competências em
matéria de prevenção criminal, a Guarda tem desenvolvido uma série de ações de
sensibilização relacionadas com o bullying, num total de 1.008 no ano
de 2021, para mais de 34.113 mil crianças e jovens, dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos,
num total de 422 estabelecimentos de ensino público e privado
(dados
provisórios). A Guarda registou até à data 64 crimes associados ao bullying
desde 1 de Janeiro de 2021", contabiliza.

Para assegurar maior abrangência, "além destas ações, importa
acrescentar que os Postos Territoriais da GNR dispõem de uma sala de apoio à
vítima, destinadas a receber este tipo de situações que contam ainda com
militares com formação especializada (Apoio a Vítimas Específicas e militares
da estrutura de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário), que desempenham
um papel essencial no acompanhamento personalizado às vítimas de bullying,
encarregando-se de encaminhar as vítimas para outras instituições com
competência neste âmbito".

O comunicado termina com uma frase que deveria servir de moldura e referência.

“Educai as
crianças para que não seja necessário punir os adultos.”
— Pitágoras