Boa noite!
Da actualidade sobram três questões, a responder por quem
estiver habilitado. Confesso que tenho alguma dificuldade a perceber incoerências e contradições sucessivas, intromissões e afins dispensáveis.
1.
Qual é
fundamentação técnica e científica que leva o Governo Regional
a decretar que um evento artístico com 101 pessoas ou mais num espaço
interior obrigue os participantes a serem portadores de teste antigénio, de
despiste da infeção por SARS-CoV-2, com resultado negativo enquanto que os
bares, estabelecimentos de bebidas sem espectáculo e estabelecimentos com
espaço de dança podem funcionar sem restrições, desde que os clientes sejam
portadores de Certificado Digital Covid da União Europeia? Está provado que o
bicho não sabe dançar e que fica inibido com ‘o barulho da luzes’ psicadélicas?
Será esta a melhor forma de provar que a vacinação valeu a pena e é eficaz?
2.
A classe média vai pagar menos IRS. O assunto
fez manchete no DIÁRIO desta
quinta-feira. A malta agradece a atenção, mas o que me intriga é que tenha
sido o secretário da Economia a anunciar uma matéria que habitualmente cabe é tutelada pelas Finanças. Terá havido mais uma remodelação no executivo madeirense sem que
ninguém tenha dado por isso ou estes serão os primeiros efeitos da inovadora coordenação política num governo agora sem ‘vice’?
3.
Temos verificado que há deputados regionais empossados
vereadores. Podem confidenciar-nos o que farão na prática se as reuniões das Câmaras
para as quais foram eleitos ocorrerem nas manhãs de quinta-feira, dia reservado
às votações no Parlamento madeirense e em que uma ausência pode ser fatal,
sobretudo para a maioria?