3.3%
da população empregada na Madeira teve pelo menos um acidente de trabalho, indica a Direcção
Regional de Estatística da Madeira que divulga hoje os números dos Acidentes de trabalho e Problemas de
saúde relacionados com o trabalho, colocando a Madeira
e o Norte do país, nas regiões com o valor mais alto neste
indicador, contrariamente aos Açores (2,1%) e ao Algarve (2,6%). A média
nacional foi de 3,2%.
Na Madeira, a percentagem de homens que tiveram pelo
menos um acidente de trabalho foi de 4,8%, o equivalente a 3,3 mil pessoas.
Problemas de saúde relacionados com o trabalho afectam mais os reformados
No que diz respeito a problemas de saúde relacionados com o
trabalho, 9,5 mil pessoas dos 15 aos 74 anos (ou seja 5,4% da
população empregada) indicaram ter tido algum problema de saúde causado ou
agravado pelo trabalho nos últimos 12 meses, refere a DREM, salientando que os
problemas de saúde afectaram 6,4% das mulheres e 4,4% dos homens, na sua maioria,
reformadas (9,0%) em contraste com as que estavam empregadas (4,6%).
Nesta matéria, os residentes no Alentejo são os mais
afectados (7,6%), sendo a Madeira a Região menos afectada (5,4%).
Entre as pessoas que referiram a existência de problemas
de saúde nos últimos 12 meses causados ou agravados pelo trabalho, 72,2%
referiram ter tido dois ou mais problemas.
Tendo em conta o problema de saúde mais grave causado pelo
trabalho, constata-se 47,2% da população referiu ter ocorrido no emprego atual
principal e 37,5% no último emprego. Neste contexto, 50,6% da população referiu
que o problema de saúde mais grave limitava consideravelmente a capacidade de
realizar atividades diárias normais e 35,4% referiu que limitava em certa
medida.
No 2.º trimestre de 2020, 80,4% das pessoas empregadas
indicaram que estavam expostas a factores que podiam afectar a saúde física no
seu local de trabalho. No país, aquela percentagem ascendia 82,2% e afecta mais
os homens (82,2%) do que as mulheres (78,7%), sendo identificados mais frequentemente
os “movimentos repetitivos da mão e do braço”, as “posições cansativas ou
dolorosas” e as “atividades que exijam concentração visual intensa”, referidos
respetivamente por 66,8%, 56,0% e 55,0% das pessoas.
A exposição a factores de risco para a saúde mental no
seu local de trabalho foram referidos por 51,5% das pessoas empregadas. Estes
fatores foram referidos por 49,5% dos homens e 53,7% das mulheres. Do conjunto
de fatores individualizados no inquérito, a “forte pressão de prazos ou
sobrecarga de trabalho” foi identificada por 67,6% das pessoas empregadas e o
“contacto com pessoas problemáticas mas não violentas (clientes, pacientes,
alunos, cidadãos, etc.) referido por 56,9%.

