Todos os indicadores apontam para o facto do Porto Santo "já ter atingido o seu pico de infecções", garante o delegado de saúde local, Rogério Correia. Prestes a atingir o 14.º dia após o regresso a casa dos cerca de 800 que vieram à Madeira passar o Natal e fim-do-ano, o responsável pela actualização epidemiológica da Ilha Dourada assume que estas pessoas "já não constituem risco" e que, por isso, o Porto Santo percorre agora a sua "fase de recuperação".
Actualmente com 44 casos activos, mais dois relativamente a sábado, sabe-se que o número de pessoas em isolamento decresceu para 186 em isolamento, visto que cumpriram os 14 dias isoladas e, como tal, "já não constituem risco de contaminação".
Os danos causados pelas festas de Natal e de fim-do-ano serão recuperados em duas semanas e, nessa altura, voltaremos aos números anteriores a esse período (...) O mais importante é controlarmos as entradas no Porto Santo. A situação está estável.
Sobre estes dois novos casos detectados no Porto Santo, um deles reporta-se a um viajante que foi identificado na operação de rastreio montada no aeroporto. Já o outro positivo está relacionado com um porto-santense, funcionário da escola básica e secundária, que veio à Madeira, durante o fim-do-ano, e que contraiu o vírus.
Sobre este último caso, Rogério Correia diz que já havia suspeita no sábado, pelo rastreio que o Centro de Saúde procedeu ao estabelecimento de ensino, tendo sido este "o único caso suspeito" entre a comunidade escolar. A confirmação veio após a realização do teste.
"No sábado já foram efectuadas medidas restritivas junto da família e dos seus contactos, portanto, quando se soube do resultado todos estavam isolados. É uma cadeia pequena, portanto, agora é manter a vigilância. Não constitui risco", afiançou o delegado de saúde do Porto Santo.
Quanto à escola não constitui risco, porque todo o eventual o contacto que ele tenha tido no estabelecimento de ensino foi imediatamente isolado, por mais pequeno que fosse, e todos os outros que foram testados no sábado estavam negativos. A escola pode estar a funcionar com limitação de recursos humanos, mas em termos sanitários não constitui qualquer risco.


